Presos aplicados nos estudos querem ser pessoas melhores, avalia diretor do Neeja Liberdade

Conforme Adalberto Koch, o estudo auxilia no enfrentamento ao preconceito da sociedade e na ressocialização bem sucedida da comunidade carcerária


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Adalberto Koch, professor e diretor do Neeja Liberdade (Foto: Rodrigo Gallas)

No quadro Sem Preconceito, do programa Panorama da manhã desta sexta-feira (21), a pauta foi o trabalho de ensino realizado em presídios da região. Na próxima segunda-feira (24) é celebrado o Dia Nacional do Detendo.

De acordo com o professor e diretor do Neeja Liberdade (Núcleo Estadual de Educação de Jovens e Adultos), Adalberto Koch os presos sofrem “muito preconceito” da sociedade, mas a possibilidade de estudar os auxilia a enfrentar esta realidade e incentiva na ressocialização bem sucedida.


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“A sociedade fecha os olhos para esta realidade. Se eles ficarem pensando só nesta questão do preconceito, eles saem e vão repetir os mesmos erros, as mesmas situações”, comenta o professor.

O Núcleo atende os presídios de Lajeado (masculino e feminino), Arroio do Meio e Encantado, e teve os trabalhos inciados há 5 anos, no mês de maio, na casa prisional lajeadense.

A adesão ao estudo é livre. “Participa quem realmente tem um interesse e pensa em alguma cosa além do que são as grades. Então, a gente oferece a oportunidade para eles concluírem tanto o Ensino Fundamental, quanto o Ensino Médio”, explica Koch.

Os presos também podem realizar as provas do Encceja e Enem. Inclusive, se conseguirem boas notas, podem utilizar o exame para ingressar em uma faculdade após a liberdade da prisão.

Há um ano sem atendimento presencial, o núcleo realiza a entrega de trabalhos físicos para que os presos possam se ocupar.

Texto: Rodrigo Gallas
web@independente.com.br

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