Prevenção de cheias: “Precisamos correr contra o tempo para não sermos pegos de surpresa”

No sábado, o nível do Rio Taquari chegou a 15,40m. Foi um ensaio para que as defesas civis da região pudessem observar como funcionaria e o que precisa ajustar em uma Micro Regional


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Vinícius Renner e Juliano Pedroso (Foto: Ricardo Sander)

As defesas civis do Vale do Taquari e de municípios que fazem parte da bacia se movimentam para a criação de uma Micro Regional de Defesa Civil. A primeira reunião ocorreu na semana passada, e neste sábado, os coordenadores já tiveram um teste de como funcionaria a comunicação e atuação em conjunto em caso de uma enchente. No sábado (29), o nível do Rio Taquari atingiu 15,40m e chegou a sua cota máxima após as fortes chuvas de sexta-feira (28). O nível normal é de 13h.

Em entrevista ao Troca de Ideias desta segunda-feira, o coordenador do Departamento de Trânsito de Lajeado, Vinícius Renner, que já foi coordenador regional de Defesa Civil, e o novo coordenador da Defesa Civil de Lajeado, Juliano Pedroso, ressaltaram a necessidade da troca de informações.


ouça a entrevista


 

“A ideia da Micro Regional é se formar uma teia, uma rede de contatos de monitoramento para que a gente possa acompanhar, de forma preventiva, em tempo real, para dimensionar o volume das cheias do Rio Taquari”, destaca Renner. Uma das primeiras medidas que foi mencionada pelas lideranças regionais foi o levantamento de réguas e pluviômetros. “A gente já viu que muitos não estão funcionando”, observa Renner.

Para ele, “sendo uma Micro Regional, a gente tem força para poder solicitar manutenção, solicitar equipamentos e estudos. Também trocar informações sobre planos de contingência e planos de auxílios mútuos. Isso é extremamente importante, e a gente tem que retomar para trabalhar na questão da prevenção”, avalia.

“Precisamos correr contra o tempo para não sermos pegos de surpresa. Acho que esse final de semana a gente teve uma ideia de como funcionaria e o que precisa ajustar”, afirma Renner.

No final de semana, quando a Defesa Civil de Lajeado entrou em alerta, Pedroso destaca o recebimento de informações em tempo real. “Se porventura ocorresse uma cheia um pouco maior, que gerasse o desabrigo de alguém, a gente conseguiria atuar antes”, adianta.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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