Primeiros cães brasileiros testam para Covid-19

Não há nenhum indicação da transmissão dos animais domésticos para os humanos


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Foto: Reprodução / Shutterstock

Foram registrados, nesta semana, os primeiros casos de coronavírus em cães no Brasil. Cientistas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) anunciaram a descoberta de um vira-lata e um buldogue francês que testaram positivo pelo exame molecular de RT-PCR, embora eles não tenham desenvolvido sintomas da Covid-19 (nem contaminado seres humanos). Por isso, o GLOBO conversou com dois veterinários sobre como proteger seu cão durante a pandemia.

Flavio Moutinho, professor da Faculdade de Veterinária da Universidade Federal Fluminense (UFF), destaca que vivemos um período de exceção, durante o qual devem ser tomadas todas as medidas recomendadas para evitar a transmissão do coronavírus tanto para humanos quanto para outros animais. “Isso é uma questão de cidadania e respeito ao próximo afirma, e acrescenta: devemos sempre buscar o bem-estar de nossos animais, portanto, passeios na rua e ida ao veterinário quando necessário não podem ser negligenciados. Se os tutores tomarem os cuidados recomendados e higienizarem as patas dos animais ao retornarem da rua, o risco de infecção de pessoas ou animais reduz bastante.

Com a divulgação de informações sobre registros de cães e gatos com diagnóstico positivo para o coronavírus, o veterinário se preocupa com a possibilidade do aumento do abandono, por receio dos tutores de contrair a doença. Ele destaca que não há, até o momento, nenhuma indicação da transmissão da Covid-19 dos animais domésticos para os humanos, somente do contrário. “Essa informação é vital para evitar que pessoas se desesperem e os abandonem por medo”, afirma Moutinho.

Diogo Alves, vice-presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro, afirma que os cuidados com a higiene dos animais devem ser intensificados nesse período como precaução, mas ressalta não ser necessário alarmismo.

“Existem quatro relatos de morte, no mundo todo, de dois gatos e dois cães que tinham Covid-19, mas nenhum deles mostrou que essa doença foi a causa do óbito. Eles não morreram de Covid-19, e sim de outras doenças”, destaca Alves, que também é vice-presidente da Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais do RJ.

Fonte: O Globo

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