Professor conta horror durante linchamento de aluno progressista no Paquistão

Centenas de pessoas atacaram um estudante estudante de jornalismo. Nu, espancado e baleado, foi empurrado do 2º andar de sua residência.


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Parede do alojamento na universidade Abdul Wali Khan ficou com marcas de sangue após estudante de jornalismo ser linchado (Foto: Abdul Majeed / AFP)

m professor paquistanês explicou o pânico que sentiu ao presenciar o linchamento de um estudante de jornalismo com ideias liberais por uma multidão enlouquecida. O ataque reativou o debate sobre a delicada questão da blasfêmia.

Centenas de pessoas atacaram na quinta-feira (13) o estudante Mashal Khan, que era conhecido por expressar suas ideias liberais, principalmente no Facebook. O universitário era acusado de blasfêmia.

Nu, espancado e baleado, foi empurrado do segundo andar de sua residência estudantil da universidade Abdul Waki Khan, na conservadora cidade de Mardan (noroeste). Vinte e duas pessoas foram detidas por este assassinato.

Blasfêmea

O crime acontece depois que autoridades paquistanesas adotaram uma posição muito firme contra a blasfêmia, um crime que pode ser punido com a pena de morte no Paquistão. Acusações simples já custaram a vida de dezenas de pessoas.

Um dos professores de Khan, Ziaullah Hamdard, explicou nesta terça-feira (18) à rede de televisão privada Geo que o chamaram para que fosse resgatar o jovem na faculdade de jornalismo, onde os estudantes atacaram Khan e outro aluno, Abdullah.

Fonte: G105

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