Progresso tem prejuízo estimado de R$ 22 milhões

Município leva água a produtores rurais afetados pela seca prolongada.


0
Foto: Divulgação

No município de Progresso é comum ver o cenário de açudes vazios, terra rachada, estradas empoeiradas, caminhões pipa socorrendo famílias que não tem mais água para beber, animais se alimentando de pasto seco. Prejuízos afetam a produção de gado, leite, milho, tabaco, avicultura e suinocultura de corte. A chuva abaixo da média, ou a falta dela, agrava ainda mais esse cenário adverso. A prefeitura busca amenizar o impacto da ausência de chuvas e das perdas com o desabastecimento.

Diariamente, o trabalho conjunto da Secretaria de Agricultura e Gestão Ambiental e Secretaria de Obras, leva a localidades rurais o equivalente a 50 mil litros de água, sendo 45 mil litros para o consumo animal e 5 mil litros de água potável para consumo humano, através de dois caminhões pipa, além da distribuição de bombonas de água potável à população pela Secretaria de Assistência Social e Cidadania.

O trabalho vem sendo executado ao longo da crise hídrica e conta com o apoio do prefeito Gilberto Gaspar Costantin e coordenação do vice-prefeito Adriano Guargani, que também auxilia no transporte. A entrega das bombonas é supervisionada pela secretária de Assistência Social, Adriana Schneiger. São mais de 100 famílias beneficiadas com o serviço de fornecimento de água, que é levada para reservatórios, já que o volume das captações está limitado pela falta de chuva.

O prefeito de Progresso, Gilberto Gaspar Costantin, destaca que investimentos estão sendo executados em aberturas de poços, instalação de redes de água, caixas d’água e maquinário para realização das obras. Cita ainda a pandemia do coronavírus (COVID-19) que, em meio à estiagem, paralisa o município e que gera grandes danos sociais e econômicos. Levantamento feito pela Emater/RS-Ascar do município juntamente com a Secretaria de Agricultura e Gestão Ambiental aponta perdas de 70% no cultivo de milho em grão e também prejuízos de 70% no cultivo de milho para silagem. Outro ponto que está levando a uma quebra de aproximadamente 20% da produção leiteira na unidade produtiva é o pasto, que está ressecando e morrendo devido à escassez de água. Todas essas situações afetam o gado leiteiro com a perda de peso e de níveis de produção.

Foto: Divulgação

Nas lavouras de tabaco as perdas chegam a 25%. A cultura, num primeiro momento, sofreu com o excesso de chuvas e depois amargou com o excesso de sol, pois as folhas queimadas interferiram na qualidade do produto. Somadas todas as culturas, o prejuízo estimado é de mais de R$ 22 milhões, de acordo com o levantamento.

Modelos meteorológicos mostram retomada das precipitações em algumas regiões do Estado até o final da primeira quinzena de março, mas de maneira esparsa e em pequenos volumes. Para abril, a projeção é de uma situação um pouco mais chuvosa pela chegada do outono, mas nada que possa reverter as perdas já registradas. AI/RC

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui