Projeto da Univates é contemplado com R$ 50 mil para produção de audiovisual pela Lei Aldir Blanc 

Curta metragem vai retratar o percurso histórico dos povos negros e indígenas na região  


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Registro de uma festividade da Semana Cultural na Terra Indígena Foxá

A Univates foi contemplada em edital da Fundação Marcopolo e da Secretaria Estadual da Cultura (Sedac) do Rio Grande do Sul por meio da Lei Aldir Blanc. A instituição buscou fomento para a realização de um audiovisual que fará a retrospectiva histórica dos povos negros e indígenas do Vale do Taquari. O valor arrecadado é de R$ 50 mil e permitirá à universidade o custeio da realização do curta-metragem, que será rodado em Lajeado e em Arroio do Meio. 

Três setores estão envolvidos na produção da obra: o setor de Cultura e Eventos, na administração e gestão da produção; os historiadores do Centro de Memória, Documentação e Pesquisa (CMDPU/MCN) e do Programa de Pós-Graduação em Ambiente e Desenvolvimento (PPGAD), responsáveis pela pesquisa histórica e mapeamentos das comunidades indígenas e quilombolas da região; e a TV Univates, responsável pela roteirização, gravação e edição do filme.

A perspectiva é de três meses de trabalho a partir da assinatura do contrato e documentação regulamentada, o que deve acontecer em breve. Após a finalização do projeto, a Univates tem o compromisso de fazer a exibição da obra à comunidade. 

A supervisora do CMDPU/MCN, Patrícia Schneider, diz que o projeto surge da necessidade de ampliar o conhecimento da população regional sobre os antecedentes do Vale do Taquari e das contribuições de grupos colocados às margens da história. As comunidades negras e indígenas contribuem para a formação da região, mesmo que por muito tempo tenham sido invisibilizadas pelo relato histórico tradicional dos movimentos étnicos relacionados ao Vale do Taquari – que privilegia os grupos europeus chegados entre os séculos 18 e 20. Da mesma forma que os imigrantes alemães, italianos e portugueses, a trajetória das populações negras e indígenas desempenha papel significativo para o desenvolvimento regional em aspectos político, econômico, cultural e social. 

Patrícia relata que o objetivo do projeto é registrar e difundir as contribuições destes grupos para a formação dos municípios e reforçar que sua história é antiga e ininterrupta na região. No município de Lajeado há comunidades indígenas Kaingang e duas comunidades quilombolas e, em Arroio do Meio, uma comunidade quilombola. “Com o documentário a Universidade espera contribuir para o fortalecimento das lutas contemporâneas destes grupos por espaço, igualdade e qualidade de vida”, assim, encerra o memorial do projeto encaminhado à Sedac e aprovado pelo órgão. AI/VM 

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