Projeto de compensação de horas negativas de servidores tem votação adiada após pedido de vereador

Líder de governo Mozart Lopes (PP) disse que não houve tempo para criar uma emenda relacionada aos trabalhadores que estão em fase de se aposentar


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Foto: Caroline Silva

O Projeto de Lei Complementar (PLC) que prevê a compensação de horas dos servidores da prefeitura de Lajeado que estiveram afastados do trabalho em virtude da pandemia e com salários mantidos, teve sua votação adiada na sessão da Câmara de Vereadores desta terça-feira (23) após pedido de vistas do líder de governo Mozart Lopes (PP).

O vereador alegou não ter tido tempo de criar-se uma emenda. “A gente trocou uma ideia com alguns colaboradores do município e não vai haver tempo de fazer uma emenda, mas vou pedir vistas e durante esse período vamos fazer uma alteração, na qual a gente entende que os servidores que estejam em fase de se aposentar, o município teria uma atenção especial com essas horas”, explica.

Mozart Lopes (PP) (Foto: Caroline Silva)

Saúde

Novamente a saúde no município voltou a ser debatida no plenário. Jones Vavá (MDB) voltou a falar sobre a falta de médicos, especialmente pediatras nos postos de saúde. “Mais uma vez fomos questionados sobre o ESF do Bairro Santo Antônio, onde o médico de 40h não dá conta de toda a comunidade da unidade. A gente não tem como aceitar que temos que programar a doença dos nossos filhos. Estamos aqui há cinco sessões falando a mesma coisa”, explana.

Jones Vavá (MDB) (Foto: Caroline Silva)

Já Marquinhos Scheffer (MDB) foi na mesma linha de seu colega de bancada. O vereador trouxe o caso do posto de saúde do Bairro Campestre, onde os moradores teriam relatado de que o único médico está de férias. “ No Bairro Campestre, o médico está há mais de duas semanas de férias e não colocaram outro no lugar dele. As pessoas estão sem médico e sem saber o que fazer”, reclama.

Marquinhos Scheffer (MDB) (Foto: Caroline Silva)

Terrenos do Bairro Santo Antônio

O vereador Lorival Silveira (PP) criou um requerimento que solicita ao governo municipal que seja revertido para o município parte dos terrenos do Bairro Santo Antônio, que atualmente é de responsabilidade da Associação de Moradores, para a legalização dessas áreas. Conforme ele, o bairro esta dividido. “Metade do bairro hoje tem direito a essa escritura fornecida pelo município e a outra metade não pode porque pertence a essa antiga sociedade da água. O município pode fornecer essa escritura, e eles querem esse documento”, comenta.

Lorival Silveira (PP) (Foto: Caroline Silva)

Scheffer concordou com Lorival e disse que é uma luta de anos. “Há anos viemos pedindo para que o bairro seja valorizado. A comunidade começa a ter valor com documento. Na grande maioria só se faz contrato de compra e venda e o município perde com isso. Tomara que o prefeito agilize esse processo”, ressalta.

Texto: Caroline Silva

jornalismo@independente.com.br

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