Projeto que prevê vacinação contra a Covid-19 em comerciantes recebe parecer de ilegalidade

PL estabelece imunização a trabalhadores que tenham contato próximo com as pessoas, considerados essenciais


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Sessão ocorreu nesta terça de forma presencial e sem a presença do público (Foto: Caroline Silva)

Na ordem do dia da Câmara de Vereadores de Lajeado desta terça-feira (18) havia cinco Projetos de Lei (PL) e um requerimento a ser votado. Dois deles sobre vacinação, como o PL de autoria dos vereadores Sérgio Kniphoff (PT), Lorival Silveira (PP), Heitor Hoppe (PP) e Marquinhos Scheffer (MDB), que permite a imunização contra a Covid-19 em comerciantes. No entanto, a proposta recebeu pedido de vistas do líder de governo Mozart Lopes (PP) e parecer de ilegalidade, o que fez ser retirada de votação.


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O texto fala que, nesse caso, a vacinação seria para trabalhadores que tenham contato próximo com o público, considerados essenciais. Outro projeto com o tema vacinação era o de autoria de Carlos Eduardo Ranzi (MDB) e de Kniphoff, que garante o imunizante para toda a classe de professores, visto que hoje a vacinação dos educadores acontece por decreto municipal, com prioridade para profissionais com comorbidades.

A proposta, que também recebeu pedido de vistas de Mozart, foi discutida por Alex Schmitt (PP). Para o parlamentar, o artigo II do PL que prevê que o retorno presencial seja facultativo em caso de não haver vacina, causaria um atraso no ensino. “É preciso que nós atentemos a vacinação dos professores, para que não haja condicionante, já que tramita aqui nessa casa um projeto que faculta aqueles professores que não receberam a vacina, terão o direito de não voltar ao trabalho presencial. As vacinas que estão sendo aplicadas agora são da AstraZeneca, que tem um prazo de três meses para segunda dose, se vacinarmos todos os profissionais ainda este mês, as aulas não retornariam antes de agosto, se demorarmos mais, seria mais um ano perdido para nossas crianças”, observou.

Alex Schmitt (PP) (Foto: Caroline Silva)

Em contrapartida, Ranzi se dirigiu a Alex e disse que uma emenda seria a alternativa. “É mais fácil criticar do que sugerir uma solução, seria tão fácil uma emenda ser proposta, inclusive pelo os que estão julgando”, rebateu.

Carlos Eduardo Ranzi (MDB) (Foto: Caroline Silva)

Já Kniphoff usou seu tempo de fala para comentar sobre a resposta de um oficio enviada ao secretário municipal da Saúde de Lajeado, Claudio Klein, em que ele questiona os resultados apresentados sobre o tratamento precoce contra a Covid-19. “Esta não é uma resposta que eu esperava de um secretário que entrega um trabalho na mídia com viárias respostas positivas. Me senti ofendido, questionei o resultado apresentado na imprensa como em algo que reduzia 85% a mortalidade. É importante que as pessoas saibam que isso não é verdade, e que alguém que entenda de pesquisa avaliasse os números que foram apresentados”, declarou.

Sérgio Kniphoff (PT) (Foto: Caroline Silva)

INSS e HBB

Mais uma vez os representantes do governo municipal, o presidente da Câmara Isidoro Fornari Neto (PP) e o líder de governo Mozart Lopes (PP) sinalizaram novidades acerca da agência do INSS e ampliação do Hospital Bruno Born (HBB).

Mozart disse que o prédio do INSS pode ir para o terreno da antiga praça Mário Lampert. “Devemos reconhecer o empenho do prefeito em Brasília, e por isso possivelmente a praça Mario Lampert, que não vai a lugar nenhum, será local para a agência do INSS. A gente entende que aquela região pode ser amplamente valorizada”, comentou.

Líder de governo Mozart Lopes (PP) (Foto: Caroline Silva)

Na mesma linha seguiu Fornari. O presidente falou sobre a ampliação do HBB e disse que seria uma parceria entre prefeitura e instituição.

“Com essa possibilidade, em que a prefeitura sede uma área e o hospital constrói o prédio, a comunidade só tem a ganhar”, destacou.

 

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br

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