Projeto Reconstruir proporciona aulas de construção civil no turno inverso da escola

Iniciativa é realizada pela Associação Missionária Evangélica (Ame) e é voltada para adolescentes do Bairro Santo Antônio


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Adolescentes recebem aula de construção civil ministrada por arquitetos e engenheiros (Foto: Divulgação)

Desde abril deste ano adolescentes do Bairro Santo Antônio em situação de vulnerabilidade social podem participar de atividades gratuitas no turno inverso da escola. O projeto Reconstruir, promovido pela Associação Missionária Evangélica (Ame), oferece de segunda-feira a sexta-feira aulas de reforço escolar, desenvolvimento do ser e de construção civil. Além disso, uma van é disponibilizada para realizar o deslocamento dos jovens.


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Coordenadores do projeto Sérgio Santos, Deonizio Semler e Marcia Regina Blau (Foto: Caroline Silva)

Todo o trabalho é feito por voluntários que atualmente atende 16 alunos. Um dos coordenadores do projeto e idealizador da ideia, Sérgio Santos, explica que além das tarefas educativas, os adolescentes recebem almoço e lanche da tarde. “Eles são pegos no bairro por uma van, recebem almoço e vão para a primeira aula de desenvolvimento do ser que trabalha o caráter e a ética, e depois vão para o reforço escolar de português e matemática, além das aulas de construção civil”, conta.

A iniciativa vem dando tão certo e sendo aprovada que ele fala que a ideia é expandir o projeto no próximo ano. “Começamos esse projeto piloto este ano, mas para o ano que vem queremos colocar dois turnos e aumentar a capacidade. Estamos estudando a possibilidade de avançar”, comenta.

O também coordenador, Deonizio Semler, fala que não se vê longe do projeto. “Me sinto bem e feliz de estar presente com os alunos. Eu abraço eles como se fossem filhos e eles necessitam do nosso apoio”, destaca.

Diferença na vida de quem participa

O projeto atende jovens de 13 a 18 anos no turno da tarde. E eles aprovam e agradecem a oportunidade. O estudante Anderson Pereira da Silva, de 16 anos, fala que a iniciativa ajudará na sua vida profissional. “O projeto disponibiliza tudo de graça e nos dá um incentivo para nossa vida, isso tudo vai acrescentar para conseguirmos um emprego”, ressalta.

A aluna Ketlyn Silva, de 14 anos, pensa parecido. Ela diz que não tem aula preferida, pois gosta de todas. “A gente aprende muita coisa e eles nos dão reforço de aula, além de aprendermos sobre a arquitetura. Todas as atividades são boas”, enfatiza.

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br