Promotor explica audiência sobre investigação de gastos em Estrela

Daniel Cozza Bruno fala sobre vídeo de audiência compartilhado na internet sobre recursos para Covid-19 em que estão presentes assessora jurídica de hospital e comissão da Câmara.


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Foto: Reprodução / Arquivo

Um vídeo com a participação do presidente da Câmara de Vereadores de Estrela e a presidente da comissão da Câmara que investiga os gastos com recursos vindos para Covid-19 no município, e ainda a assessora jurídica do Hospital Estrela, circula pela internet em redes sociais como vídeo vazado.


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O promotor de justiça Dr. Daniel Cozza Bruno concedeu entrevista nesta segunda-feira ao programa Realidade da Rádio do Vale AM 820. Ele logo esclarece que não trata-se um vazamento de vídeo, até por ser uma audiência pública, que em razão do distanciamento social, foi realizada virtualmente, porém com possibilidade de acesso ao público. O promotor também explica que, em razão do vídeo da audiência ter a possibilidade de ser utilizado de forma a ser manipulado para denegrir alguém em ano eleitoral, e ser transformado em “memes na internet”, se optou em seguir as audiências seguintes de forma sigilosa, justamente para evitar o mau uso do material por razões políticas.
Quanto a investigação, o que se alerta na audiência é a forma de utilização de valores repassados para o município de Estrela, com o objetivo de auxiliar no atendimento a pandemia. Estrela recebeu do Ministério da Saúde recursos para serem utilizados para o atendimento a Covid-19, e outro recurso a mais por ser uma cidade que conta com hospital. Porém o promotor explica que parte desse recurso não foi repassado ao Hospital Estrela diretamente, e foi realizado o atendimento a Covid-19 na Unidade de Saúde do Bairro Boa União. Na interpretação do Ministério Público, por mais que fosse para atendimento a pandemia, o recurso deveria ser repassado na integralidade ao Hospital Estrela ou outros atendimentos de alta complexidade. Se entrou em acordo e já houve a devolução do valor por parte do município para ser repassado a casa de saúde. No mesmo vídeo da audiência, o promotor cita uma operação em Rio Pardo que poderia desencadear em ações na cidade de Estrela. Perguntado sobre a afirmação, ele conta que ainda não houve a chegada de documentos suficientes para se chegar a uma conclusão, mas trata-se de uma investigação do GAECO Saúde, órgão do MPRS que trata de uma empresa que pode ter contrato com Estrela, mas ele esclarece que aguarda para se ter mais detalhes, e não há a possibilidade de se revelar maiores informações neste momento.

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