Proprietários de trailer de lanches em Lajeado relatam suas dificuldades pós-pandemia

"Depois da pandemia, trabalhamos muito mais para ganhar menos", diz Alexandre da Silva


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Foto: Joel Alves

Há 15 anos existe um trailer de lanches na Rua 25 de julho, no Bairro Americano, em Lajeado. Quando o casal Alexandre da Silva e Patrícia comprou o ponto, eles não tinham carro e moravam com a mãe de Patrícia em Cruzeiro do Sul.

“Eu vinha de ônibus com um baldinho de maionese e um de molho. Minha mãe me ajudou muitas vezes com a passagem”, relembra Patrícia, conhecida como Preta.

No início, os lanches eram preparados em uma Kombi adaptada para a venda de lanches e bebidas. Com o tempo, adquiriram um caminhão e o transformaram em trailer. “Quando compramos o caminhão, melhoramos os lanches e conseguimos atender melhor os nossos clientes”, ele recorda.

Alexandre trabalhava com sucatas e a Patrícia, como diarista em um restaurante. Eles viram no “Dog da Preta” a possibilidade de melhorarem de vida. “Não tínhamos carro e nem casa quando começamos, e hoje graças a Deus conseguimos graças ao ‘Dog’, diz Alexandre. Ele ainda reveza seu tempo entre a sucata e o trailer, já Patrícia se concentra exclusivamente no trailers de lanches.

O Dog da Preta abre às 11h e fecha por volta das 5h. Após fecharem, ainda precisam fazer a limpeza do trailer. O casal tem trabalhado mais após a pandemia. No Natal eles estavam com o trailer aberto e na virada do ano também passaram atendendo seus clientes.

“Depois da pandemia, trabalhamos muito mais para ganhar menos”, salienta Alexandre.

Texto: Joel Alves


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