Proteína animal do RS deve alcançar 70% dos mercados até então fechados, projeta gerente regional da Emater/RS-Ascar

No entanto, a carne pode encarecer com a falta do produto no mercado interno, pondera Marcelo Brandoli. Estado conquistou o certificado de área livre de febre aftosa sem vacinação


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Marcelo Brandoli, gerente regional da Emater/RS-Ascar (Foto: Rodrigo Gallas)

A proteína animal do Rio Grande do Sul (RS) deve alcançar 70% dos mercados até então fechados. Além disso, a pecuária gaúcha poderá fortalecer sua presença em países que já compravam o produto. No entanto, a carne pode encarecer com a alta na exportação e a falta no mercado interno, pondera o gerente regional da Emater/RS-Ascar, Marcelo Brandoli.

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) oficializou a concessão do certificado de área livre de febre aftosa sem vacinação ao estado em sua 88º assembleia geral na manhã da última quinta-feira (27). No bate-papo do programa Panorama da manhã desta segunda-feira (31), Brandoli destaca que são “importantes políticas públicas para avaliar caminhos e rumos do setor.”


ouça a entrevista 

 


 

A conquista histórica repercute em todo o RS, especialmente pelas fronteiras que serão abertas para as carnes gaúchas a partir deste novo status sanitário, agora chancelado pela maior autoridade de sanidade animal no mundo.

“O pessoal não está mais vacinando o gado, mas é importante as barreiras sanitárias para a enfermidade não chegar aos RS”, comenta. Segundo ele, é essencial a fiscalização nas fronteiras, principalmente, com a Argentina e Uruguai.

Segundo Brandoli, a febre aftosa atinge a carne de porcos, a carne bovina e o leite, mas a expectativa é que este novo patamar sanitário gere resultados positivos para toda a agropecuária uma vez que o setor de grãos também precisará atender a demanda da cadeia de proteína animal.

Investimento da JBS

Após o RS conquistar o certificado de área livre de febre aftosa sem vacinação, a JBS está mostrando interesse em instalar o maior frigorífica da América Latina, em Montenegro, revela o gerente regional da Emater/RS-Ascar.

Texto: Rodrigo Gallas
web@independente.com.br

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