Protocolo estabelece medidas para evitar a disseminação de Covid-19 entre os desalojados em Lajeado

Famílias instaladas no Parque do imigrante devem guardar a distância de cinco metros entre elas. "Ventilação interna é boa, mas não é a ideal", diz Cláudio Klein.


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Médico Cláudio Klein (Foto: Rodrigo Gallas)

Lajeado estabeleceu um protocolo especial para evitar o contágio pela Covid-19 na retirada e recebimento das famílias no alojamento. O trabalho é liderado pelos profissionais da saúde. No Parque do Imigrante, as famílias instaladas devem guardar a distância de cinco metros entre elas. “A ventilação interna é boa, mas não é a ideal. Por isso, colocamos este distanciamento”, explica o secretário da Saúde do município, o médico Cláudio Klein.

Além do espaço a ser respeitado, famílias com indivíduos que tenham sintomas de coronavírus terão um espaço mais isolado para evitar o contato com os demais desabrigados.


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Uma equipe do Posto de Saúde do Centro de Lajeado está fazendo o acompanhamento constate das famílias afim de garantir a segurança sanitária das pessoas. Quem apresentar sintomas suspeitos de coronavírus terá encaminhamento especial para a unidade de saúde.

A prefeitura de Lajeado também está disponibilizando máscaras para as famílias, caso elas não tiverem.

Tratamento precoce da Covid-19

Klein destaca a iniciativa regional da videoconferência realizada sobre o tratamento precoce da Covid-19. O encontro virtual realizado pela Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat), nesta terça-feira (7), teve, a participação de, pelo menos, cinco associações de prefeitos.

Com aval de especialistas o protocolo sugerido recomenda o uso de medicamentos, entre eles a hidroxicloroquina, na fase inicial da doença. “O vírus normalmente circula por você durante sete a dez dias, caindo depois do quinto dia. Então quando você pesquisa isso, usando a medicação de forma precoce, você reduz  esse tempo de disseminação do vírus e, com isso, elimina as complicações, internações no Hospital, UTI e, obviamente, a letalidade da doença”, explica.

Texto: Rodrigo Gallas
Web@independente.com.br

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