Província chinesa quer licença-maternidade de 1 ano para incentivar casais a terem filhos

China abandonou política do filho único, adotada na década de 1970, há cinco anos


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Foto: Ilustrativa / Divulgação

A província chinesa de Shanxi – no norte do país – estuda oferecer uma licença-maternidade de um ano para incentivar jovens casais a terem filhos. Para isso, o governo regional iniciou nesta quarta-feira (3) uma consulta pública sobre o tema que também considera uma licença-paternidade de 30 dias.

A província de Shanxi prevê, atualmente, o afastamento das mulheres grávidas e que deram à luz por no máximo 168 dias (cerca de seis meses)

Política do filho único

A China abandonou política do filho único, adotada na década de 1970, há cinco anos. Em agosto, o país regulamentou uma autorização de três filhos para tentar aumentar o crescimento populacional.

Desde a lei promulgada no meio do ano, 14 províncias, incluindo Shanxi, alteraram as regras locais de planejamento familiar ou estão buscando a opinião pública sobre o tema, segundo a agência Reuters.

A taxa de natalidade vem caindo no país desde 2017, mesmo com a flexibilização em 2016 da política do filho único.

Mais idosos que jovens

Demógrafos advertem que a China pode registrar o mesmo fenômeno de Japão e Coreia do Sul, que sofrem com excesso de idosos em comparação ao número de jovens e trabalhadores.

A taxa caiu para 10,48 a cada mil habitantes em 2019, o nível mais baixo desde a fundação da China comunista, em 1949. Foram 14,65 milhões de nascimentos. Em 2020, ano marcado pelo início da pandemia do novo coronavírus, o número de nascimentos caiu ainda mais, para 12 milhões.

Fonte: G1

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