Psicóloga orienta como identificar sinais nas redes sociais que podem indicar busca pelo suicídio

“As coisas tomam uma velocidade e amplitude gigantescas”, nota Daniela Munhoz.


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Foto: Divulgação

No Dia Mundial do Combate ao Suicídio, lembrado nesta quinta-feira (10), o programa Redação no Ar conversou com a psicóloga Daniela Munhoz, especialista em terapia cognitiva e comportamental. Ela abordou a relação entre depressão, suicídio e as redes sociais. “Alertar e informar, falar sobre o assunto, é o melhor caminho para a prevenção”.


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A profissional destaca que o ciberespaço e a internet são espaços com uma “capilaridade muito grande”. “A exposição é gigantesca”, observa. “As redes sociais podem, sim, ser um sinal, um caminho, um meio para percepções desses sinais quando falam de tristeza, falta de sentido de vida”, diz a psicóloga, sobre comportamentos que podem levar, no limite, à busca pelo suicídio. A primeira coisa a se observar, indica Daniela, é quando existe alguma coisa diferente nas postagens que sugerem atitudes, pensamentos e sentimentos que não são congruentes com a pessoa desde então.

A especialista diz que a ideação suicida depende de questões sociais, econômicas, filosóficas, culturais, biológicas e contextuais. “É um fenômeno complexo, multicausal”, destaca. A internet e as redes sociais podem acentuar esses problemas, reconhece. “Depende de uma pessoa para a outra”, pontua. “Algumas pessoas podem dar sinais, outras não.”

Conforme a psicóloga, a internet e as redes sociais “permite julgamento do outro sem enxergar as suas fragilidades”. “As coisas tomam uma velocidade e amplitude gigantescas”, nota. Por isso, podem impulsionar a busca pela tentativa de suicídio como alternativa para acabar com o sofrimento. “Quem comete ou consuma não tem um juízo claro”, explica a Daniela Munhoz.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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