Quadra do Hospital Bruno Born deve receber projeto modelo de acessibilidade em Lajeado

Vereadores Carlos Eduardo Ranzi (MDB) e Márcio Dal Cin (PSDB) articulam a iniciativa com a Prefeitura de Lajeado


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Márcio Dal Cin e Carlos Eduardo Ranzi (Foto: Tiago Silva)

Os vereadores Carlos Eduardo Ranzi (MDB), presidente da Comissão de Acessibilidade e Mobilidade Urbana da Câmara de Lajeado, e o vereador Márcio Dal Cin (PSDB), cadeirante e relator da comissão, articulam junto com a Prefeitura de Lajeado um projeto modelo para ser realizado na quadra do Hospital Bruno Born.

Em entrevista ao Panorama desta terça-feira (24), eles explicaram que a proposta é adequar calçadas e rampas de acesso, bem como fazer uma arborização na rua lateral do hospital e um estacionamento oblíquo para ambulâncias na Rua Carlos von Koseritz, no Centro. A ideia é começar o desenvolvimento assim que questões burocráticas internas forem superadas.

Para isso seriam investidos cerca de R$ 70 mil, disponibilizados pela Secretaria de Planejamento e Mobilidade Urbana da Prefeitura de Lajeaedo. Dal Cin também conseguiu viabilizar uma emenda parlamentar de R$ 200 mil para melhorias também na Avenida Benjamin Constant e consertar mais de 400 rampas de acesso a calçadas em Lajeado. Segundo o vereador, cerca de 90% das rampas do município estão fora das normas ou não estão em boas condições.

Para o presidente da comissão, “a quadra que mais precisa de acessibilidade e mobilidade é a quadra do hospital”. “É onde as pessoas procuram quando tem alguma dificuldade. Então, é importante que se tenha esse olhar para corrigir situações existentes. Pretendemos tirar as barreiras para s pessoas se locomoverem”, Ranzi ressalta.

Conforme ele, “não se deseja que seja só naquele espaço, mas aquele ali é um ponto de partida”. Dal Cin afirma que “a ideia depois é irradiar para todos os cantos da cidade”.

Para o vereador, a condição que Lajeado oferece para quem tem dificuldade não é boa. “Se eu dependesse pura e simplesmente de calçadas para me deslocar na cidade para trabalhar e para ir para a Câmara de Vereadores, eu não ando duas quadras”, lamenta. “Ou seja, a minha vida estaria inviabilizada se eu não tivesse uma cadeira motorizada, que me desse a condição de desviar dos obstáculos”, explica.

“A cidade de Lajeado é linda, se você conseguir sair para ver ela”, Ranzi alfineta, sobre as dificuldades de mobilidade e como elas afetam o convívio social.

“Acessibilidade nada mais é do que o direito das pessoas ter a possibilidade de se deslocar de uma forma independe, ou seja, que não precise da ajuda de ninguém para se deslocar de um ponto para outro. Resumidamente, é dar a liberdade para as pessoas terem a possibilidade de se locomover”, define Dal Cin.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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