Qual é o melhor arroz?


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O nosso tradicional arroz o “Oryza sp” é uma gramínea. É o terceiro cultivo mundial de cereais, perde para o milho e trigo. E o RS é o maior produtor brasileiro, tem a tecnologia mais avançada, e ainda produz a melhor qualidade. Isto tudo com muito investimento em tecnologia, sementes, demais insumos, manejo do solo, irrigação, máquinas e implementos. Cerca de 80% do consumo é de arroz branco. Que tem lá algumas restrições. Ele tem classificação Tipo 1,2,3,4 e 5, baseado em grãos inteiros, cor, impurezas e alguns defeitos aceitáveis. Por exemplo, o mais consumido é o Tipo 1 onde são aceitáveis até 7,5% de grãos quebrados. O Tipo 2 aceitam até 15% e o dobro de grãos com defeitos do anterior. Ainda classificado por tamanho (longo, fino longo, médio e curto). É um arroz mais empapado. O arroz branco é descascado e polido e perde parte de fibras, gordura, vitaminas e minerais. Há também o grão gessado quando este muito tempo guardado e ou por alteração do amido ele fica na cor do gesso. O máximo permitido é 2% do peso.

O melhor arroz é o integral no aspecto nutritivo. Permanece depois do descascamento 90% do farelo e os demais nutrientes. Mais demorado para fazer e de aspecto mais escuro.

Há outros no mercado mais com menos consumo, mas procurados como: arroz negro, arroz arbóreo, arroz vermelho, arroz basmati (indiano, tailandês), arroz glutinoso (asiático), arroz jasmine (tailandês), arroz japonês (sushis). São usados em pratos especiais nessas alternativas de consumo que estão aos poucos ocupando o espaço gourmet.

No mercado tem arroz pré-pronto, saquinho que se coloca na panela com água para cozinhar. Ou em copos(micro-ondas) para aquecer e comer.

Há o grupo dos quebrados conhecidos por canjica, canjicão, quirera e farelo que representam cerca de 30% das exportações principalmente para a África.

O parboilizado integral é muito bom mantendo vitaminas solúveis, minerais, fibras e gorduras. Seguido pelo arroz parboilizado polido ele preserva as vitaminas e minerais, mas, perde parte das fibras e gorduras.

Aqui na região o plantio de arroz tradicional irrigado fica restrito a algumas áreas de Cruzeiro do Sul e Taquari. Nos demais municípios muitos agricultores plantam o arroz de sequeiro que praticamente desapareceu entre nós. O grande fornecedor de arroz hoje passou a ser os supermercados, enfim o comércio.

No Brasil, dados da ABIARROZ, são 1100 indústrias processadoras de arroz e 40 exportadoras. No RS são 25 mil produtores em 200 municípios. A produtividade média é de 7500 kg por hectare (150 sacos), lembro que o saco de arroz com casca é 50kg. Em condições médias rende descascado 35 kg por saca.

E quem não se lembra de alguns pratos famosos: galinhada, carreteiro, arroz doce, água de arroz, com linguiça, risotos, a jardineira, a grega, forno, bolinho e o mais consumido do brasileiro arroz e feijão. Este pelo seu preço hoje é “prato fino”. Além disso, o arroz quebrado serve de ração animal, fabricação de cerveja, farelo, óleo, pasta de arroz, vinagre, biscoitos, macarrão, farinha, amido, etanol, saque e a casca combustível quando queimada.

E pelo preço que está não dá para jogar fora restinhos de arroz aproveite o que for possível.

Dica: Como congelar arroz cozido

Colocar em potes plásticos a porção de consumo para uma vez. Se for apenas à geladeira dura três dias e congelada três meses. No pote plástico entre o arroz e a tampa coloque papel laminado para evitar a cristalização da água.

Para o uso retire o papel laminado e espalhe uma colher de sopa de água e leve para o micro-ondas entre 1 e 3 minutos. Retire e dê uma mexida e retorne ao micro para mais 1 a 3 minutos dependendo da porção.

Por Nilo Cortez


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