Quantos negócios, trocas e possibilidades acontecem em momentos de interações entre as pessoas

Fico curiosa só de pensar nos conteúdos das conversas de corredor que rolaram na 20ª Convenção CDL, desde significativos temas sociais, empresariais e de comportamento humano


0

Nude é o novo preto. Comam nozes, elas fazem bem pra saúde. Eu gosto de azeitona com caroço. Quanta gente bonita tem aqui. Tu já provaste o chocolate quente? Tudo perfeito, chique e acolhedor. Gente precisa de gente.

Depois de dois anos de pandemia, de isolamento social, só podia dar nisso. Quando subi as escadas da sede social do Clube Tiro e Caça, ontem, depois do meio-dia, parecia que o prédio tremia com o eco das vozes. Fico curiosa só de pensar nos conteúdos dessas conversas de corredor. Desde lero-leros, como referi anteriormente, a significativos temas sociais, empresariais e de comportamento humano. Quantos negócios, trocas e possibilidades acontecem nesses momentos de interações entre as pessoas. Falo da Convenção CDL de Lajeado. Trago apontamentos de duas palestras, às quais assisti.

“O bem mais precioso dentro das empresas é o capital intelectual. E não se economiza no capital intelectual. Se você quer comer filé, tem que pagar pelo filé”. Essas colocações foram feitas por Lasaro do Carmo Junior, empresário, palestrante e escritor. “Se você quer um profissional que te leve a um outro patamar, você precisa pagar por isso. As empresas são do tamanho das pessoas que estão dentro delas. Talento e paixão a gente não aprende na escola, fazer gestão é muito mais prática do que conteúdo simplesmente. Para você sonhar, você tem que concretizar e monetizar. Sonhar e fácil. Só sonhar não realiza nada. Você precisa ter pessoas do tamanho dos seus sonhos. O mundo já tem sonhadores demais. Você tem que ter gente que realiza, que já fez, que já passou pelo caminho que você quer passar”. Ele disse ainda que pessoas criativas olham o lado bom das coisas e se atualizam sempre. Elas criticam suas próprias ideias e aceitam opiniões. Ouvem o público alvo e acolhem críticas apenas de quem já construiu.

“(…) mas, acontece”. Quero destacar essa expressão que fez parte da palestra do nadador paraolímpico brasileiro e recordista mundial Daniel Dias. Dono de um sorriso aberto e de uma voz tranquila, ele falou sobre motivação e determinação e ressaltou a importância do trabalho em equipe. “Sorria para a vida!” foi a mensagem que inspirou o roteiro das suas colocações. Daniel Dias começou dizendo que, há 34 anos, quando nasceu, seus pais não esperavam por um filho com deficiência, com má-formação nos membros superiores, perna direita e pé esquerdo, “mas, acontece”, disse ele.

A expressão “mas, acontece” faz pensar que existem coisas na vida que não são do nosso controle. A diferença está na maneira como lidamos com as dificuldades e desafios que a nossa história nos impõe. Já dizia Sartre que não somos aquilo que fizeram de nós, mas o que fazemos com o que fizeram de nós”.

Tudo vai depender do nosso olhar e para onde direcionamos a nossa atenção. O palestrante contou que, após o seu nascimento, teve que passar um período na incubadora. Quando a mãe, finalmente, conseguiu ter contato com o seu bebê, ele teria sorrido para ela. Os olhos maternos teriam visto o sorriso antes das faltas que apareciam no seu corpo. Por isso, seguidas vezes, ele repete: “Sorria para a vida!”.

Texto por Dirce Becker Delwing, jornalista, psicóloga e psicanalista clínica


DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui