14 apenados da região fazem provas para concorrer a cinco vagas em cursos de EAD na Univates

Os detentos são do regime fechado, e os que passarem serão transferidos à penitenciária de Arroio do Meio para cursarem o Ensino Superior


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Secretário Mauro Hauschild ressalta o papel das penitenciárias em devolver pessoas ressocializadas à sociedade (Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil / Arquivo)

Nesta quinta-feira (13) pela manha, 14 apenados dos presídios de Lajeado, Arroio do Meio e Venâncio Aires, candidatos a cinco vagas em cursos de Ensino Superior na modalidade EAD na Univates, fazem suas provas no processo seletivo. Eles podem se matricular em seis cursos na instituição, e as aulas começam no início de fevereiro. Os detentos são do regime fechado, e os que passarem serão transferidos à penitenciária de Arroio do Meio, pois a casa prisional tem uma estrutura mais adequada para o ensino à distância.

Em entrevista ao programa Panorama desta quinta-feira (13), o secretário estadual de Justiça e Sistemas Penal e Socioeducativo, Mauro Hauschild, explica que o sistema penitenciário tem duas funções principais: ser espaço para que o detento fique afastado da sociedade e cumpra sua pena, e também para a ressocialização.

Na visão dele, a segunda função é ainda mais importante, para devolver ao convívio social pessoas preparadas, sem a necessidade voltarem para o crime. Nesse aspecto se inscreve também a oferta de cursos de formação superior, pontua Hauschild.

Saiba mais 

A origem dos 14 presos que fazem seleção na Univates:

  • 1 de Arroio do Meio
  • 2 de Lajeado
  • 11 de Venâncio Aires

Até o final do ano, o Governo do RS pretende ofertar 50 vagas em universidades de todas as regiões do estado a apenados. Para o secretário, é uma política de Estado e de interesse da sociedade. Aos presos, há uma dupla motivação: é uma oportunidade de formação e de remissão de pena, ou seja, diminuir o tempo detidos nas cadeias.

O RS tem atualmente cerca de 42,3 mil pessoas privadas de liberdade. Hauschild lembra que, da população carcerária, 40% não completaram o 4º ano do Ensino Fundamental. Por outro lado, a maior parte dos presos (40% também) é de jovens entre 18 e 29 anos, o que não oferece muitas perspectivas. A proposta do governo gaúcho é mudar essa relação.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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