Queijos “fake”, análogo 

Confira o comentário do engenheiro agrônomo Nilo Cortez.


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Foto: Ilustrativa / Pixabay

O consumo de queijo está no nosso hábito alimentar. Seja no café da manhã, pratos mais elaborados, sanduiches, salgadinhos, pães de queijo, bolinha de queijo e tantos outros. Há aqueles que por motivo de saúde não podem consumir, mas são exceção.

Segundo a legislação brasileira o queijo é um produto que contém apenas proteína ou gordura de base láctea (leite). A partir de 1970 nos EUA começou a fabricação de queijos alternativos com outros produtos não sendo leite, ou até tendo pequenas quantidade de lácteos. Dê um tempo para cá, a fabricação destes produtos no Brasil entrou no mercado e é vendido para baratear o custo dos produtos finais principalmente industrializados.

Ainda não temos legislação para estes tipos ditos queijos. Mas, já está em discussão para ser aprovado nova legislação para deixar bem claro para o consumidor. Chamado entre nós também como “queijo vegano” ou “queijo análogo”. Com valor nutricional completamente diferente do queijo verdadeiro. A fabricação é semelhante ao queijo, mais são usados água, amido e ou fécula de batata, amido de milho, gordura e extrato vegetal etc.

Quem mais tem usado são produtos alimentares industriais na fabricação de pizzas, redes de lanchonetes, fast-food, produtos congelados, refeições pré-prontas, molho de queijos e outros.

Foto: Reprodução

A associação das Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios- APIL RS- está fazendo campanha para esclarecer os consumidores sobre estes falsos queijos. Eles entram no mercado ocupando espaço dos queijos verdadeiros prejudicando os laticínios locais e lógico os produtores de leite. Nossos laticínios e produtores de leite já encontram dificuldades pela entrada de leite e subprodutos importados e ainda perdem espaço no mercado de queijos.

 

Como saber? Primeiro procurar ler o rotulo onde estão os ingredientes. Sempre a listagem começa pelo que mais tem no produto, se for queijo verdadeiro será o leite. Os “Fakes” irão começar por outros produtos, pode ter até um pouco de leite ou derivado, mais vai aparecer água, amidos e ou fécula de batata, amido de milho, gordura vegetal, extrato de soja etc… Outra informação importante se o produto tiver termos como “sabor requeijão, sabor mussarela, e assim por diante, não é queijo.
Já tem no mercado queijos análogos de mussarela, parmesão, boursin, coalho, pectorino romano, Minas frescal, requeijão cremoso.

Na região do Vale temos as Cooperativas e laticínios que trabalham com leite e fabricam queijos que nós conhecemos a qualidade e a origem. Vamos dar prioridade para elas. A dificuldade maior que vejo e quando vamos comer fora e aí será que é queijo? Por outro lado, abre um espaço interessante para o local mostrar para seu consumidor o queijo que está usando e ganhar a fidelidade.

Vamos fazer girar este dinheiro por aqui, abrir mais empregos, comprar a matéria prima de nossos agricultores deste Vale que tem uma de suas características no setor de laticínios com alta tecnologia.

E lembro ainda que queijo feito com leite cru na região não são legalizados. E não passaram pela fiscalização sanitária. Nos Campos de Cima da Serra (região de Caxias do Sul) tem o queijo “Serrano” este sim feitos com leite cru e legal com IG- Indicação Geográfica na modalidade DO- denominação de origem.

1 comentário

  1. Bom dia, colega e amigo Eng Agr Nilo Cortez.
    Muito boa está tua mensagem e bem entendível.
    Vamos valorizar o produto de nossos agricultores e em especial os familiares e nossa indústria.
    Parabéns e continue a escrever artigo de interesse do consumidor.
    Abraço.

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