Reaja: por que algumas pessoas não saem da inércia?

O ser humano costuma reagir a duas grandes formas de estímulo: a fuga da dor, ou busca por prazer


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Gustavo Bozetti, diretor da Fundação Napoleon Hill e MasterMind RS, no quadro Direto ao Ponto (Foto: Tiago Silva)

Isaac Newton (1643-1727) foi o homem que matematizou a filosofia. Newton revelou inúmeros ensinamentos, entre eles as três Leis de Newton. Uma delas é a Lei da Inércia, afirmando que um objeto que está parado, tende a permanecer parado, a não ser que receba algum tipo de estímulo. Se trouxermos essa lei para nós, seres humanos, por analogia perceberemos que ela se aplica de maneira muito semelhante. Precisamos de estímulos para entrar em movimento. Só que, no caso humano, o fator tempo deve ser considerado, uma vez que o nosso organismo seguirá funcionando.


ouça o quadro “direto ao ponto”

 


Compreender o que nos estimula é fundamental. O ser humano costuma reagir a duas grandes formas de estímulo: a fuga da dor, ou busca por prazer. É fundamental compreendermos que viver é reagir, sempre entre estes dois extremos. Quero propor aqui a seguinte cena: imagine que, abaixo, há uma linha que representa a dor. Acima, uma linha que representa o prazer. Normalmente, a maioria das pessoas transita na parte inferior do caminho, mais próximas da linha da dor. Quando as coisas não estão andando bem, boa parte das pessoas põe-se em movimento para fugir daquela situação. Quando acordamos pela manhã, por exemplo, por mais que queiramos permanecer na cama, as nossas necessidades fisiológicas, em algum momento, nos colocarão em movimento.

Ou seja, seremos obrigados a sair da inércia. Consequentemente, essa linha inferior originou alguns jargões populares, como “quando a água bate no pescoço, aprendemos a nadar”, ou, “a dor ensina a gemer”. Porém, há pessoas que buscam sempre a linha de cima, a busca pelo prazer. Essas pessoas são aquelas que correm atrás dos seus sonhos, são aquelas que possuem um desejo ardente. Há, ainda, aqueles que tentam andar no caminho do meio, que vivem uma vida média, sem grandes sonhos e sem grandes riscos.

Quando tivermos consciência sobre qual cenário estamos, podemos mudá-lo. Por exemplo: quando estamos andando muito próximo da linha de baixo, temos que fazer alguma coisa para sair de lá. Algumas pessoas não conseguem sair sozinhas e precisam de algum tipo de ajuda. É fundamental termos sabedoria e grandeza para pedirmos ajuda.

Quando a pessoa anda no caminho do meio, talvez, em algum momento, possa se arrepender de não ter feito da vida uma experiência mais empolgante. O ideal é que tenhamos ambição, sonhos grandes, desejos ardentes. Andar mais próximo da linha de cima é o que fará de você um profissional exemplar, uma pessoa acima da média, realizadora.

Há áreas em que teremos que nos acostumar com a média, porém, há áreas em que devemos ser os melhores. Andar mais perto do topo. Correr atrás dos nossos sonhos. Assim, o estímulo será sempre positivo. Mas é importante sabermos que isso é para poucos, exige disciplina e concentração para que a chama mantenha-se sempre acesa em nossas mentes e em nossos corações. E não espere que alguém faça isso por você. É sua obrigação saber em qual direção você conduzirá a sua vida. Eu tenho a minha. Forte abraço e até a vitória, sempre.

Gustavo Bozetti (@gustavobozetti), diretor da Fundação Napoleon Hill e MasterMind RS

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