Reconstituição do caso do menino Miguel ocorre nesta segunda em Imbé

A mãe do garoto, Yasmin Vaz dos Santos Rodrigues, e a companheira dela, Bruna Nathiele Porto da Rosa, são acusadas de homicídio, tortura e ocultação de cadáver


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Foto: Reprodução/TV

O IGP (Instituto-Geral de Perícias) e a Polícia Civil marcaram para esta segunda-feira (8), às 18h, a reconstituição do crime contra o menino Miguel dos Santos Rodrigues, de 7 anos, morto em agosto em Imbé, no Litoral Norte gaúcho.

Chamada de reprodução simulada dos fatos, a ação pretende reconstituir os eventos conforme os depoimentos colhidos no inquérito. O objetivo é avaliar se os fatos aconteceram da forma como foram narrados pelos participantes ou não. A mãe do garoto, Yasmin Vaz dos Santos Rodrigues, e a companheira dela, Bruna Nathiele Porto da Rosa, são acusadas de homicídio, tortura e ocultação de cadáver.

De acordo com o IGP, a realização desta perícia é condicionada à participação de ao menos uma das investigadas. O advogado de Yasmin, Jean Severo, informou na semana passada que ela não deve participar da reconstituição. A advogada de Bruna Nathiele, Helena Von Wurmb, disse que a madrasta deve participar, pois já foi liberada pelos médicos que avaliaram sua saúde mental.

Como funciona

É dividida em três partes: preparação, quando a equipe estuda o inquérito e as demais perícias realizadas; a oitiva dos envolvidos, realizada na repartição policial; e o trabalho no local dos fatos, quando os participantes narram o que viram para os peritos envolvidos. O resultado dessas três etapas é descrito e analisado em um laudo pericial, com o objetivo de comprovar ou descartar a viabilidade das versões.

Perícias

Sobre a perícias do caso, a Polícia Civil está conduzindo o inquérito para a apuração da morte, requisitando diversas perícias ao IGP. Desde os primeiros dias após o desaparecimento de Miguel, equipes do departamento de Criminalística estiveram nas duas moradias frequentadas pela criança em busca de vestígios, como as marcas de sangue que foram identificadas na parede de um dos cômodos. Também foram recolhidos objetos, analisados pelo Departamento de Perícias Laboratoriais (DPL). A perícia feita em uma camiseta infantil de cor vermelha revelou que havia sangue da vítima na roupa. Já a perícia feita na mala, que teria sido usada pelas duas acusadas para transportar o menino até o rio, comprovou que o material biológico pertencia à vítima.

Caso

Miguel dos Santos Rodrigues, de 7 anos, foi dado como desaparecido no dia 29 de agosto, data em que o Corpo de Bombeiros Militar iniciou as buscas. Porém, segundo a Polícia Civil, a mãe admitiu que a criança foi morta e atirada no Rio Tramandaí dois dias antes. Conforme o Ministério Público, o menino vivia sob agressões e violência, e foi assassinado porque as duas o consideravam um “empecilho” para a vida do casal.

Fonte: O Sul

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