Rede municipal de Ensino retorna nesta segunda-feira, em Westfália

Retomada das aulas no modelo presencial ocorre para todas as turmas


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Foto: Paloma Driemeyer Valandro/AI

Após um novo período com aulas remotas, o município de Westfália retorna às aulas presenciais nesta segunda-feira (3). As quatro escolas da rede municipal de ensino estão preparadas para o retorno dos estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental, atentando para todos os protocolos de prevenção ao Coronavírus (Covid-19): distanciamento físico, uso de máscaras de proteção, aferição da temperatura corporal e uso constante de álcool em gel.

Já no início deste ano, quando do retorno presencial dos estudantes por poucos dias, escolas e turmas passaram por readequações para atender aos protocolos preventivos. O retorno ocorre em turno único, sem a retomada do turno inverso: séries finais (6º a 9º Ano) no turno da manhã, das 7h15 às 11h45, e Educação Infantil e séries iniciais (1º a 5º Ano) no turno da tarde, das 13h às 17h25.

O retorno às escolas atende ao Decreto Estadual nº 55.856, de 27 de abril de 2021, que permite atividades presenciais nas escolas da rede municipal de ensino. A secretária de Educação, Cultura, Turismo e Desporto, Elisangela Schneider Wiethölter, pede que os protocolos de prevenção sejam seguidos à risca. “Para que possamos seguir com as aulas presenciais, sem maiores transtornos, precisamos que todos cumpram as medidas preventivas, como, por exemplo, o uso de máscara, de álcool em gel e o distanciamento físico, tanto em sala de aula quanto no intervalo. A adoção destas recomendações são fundamentais para que a saúde de professores, funcionários e estudantes seja mantida”, observou ela.

Desafios e expectativas

Os professores não escondem as expectativas e o otimismo para o retorno das aulas do modo presencial, uma vez que o ensino remoto foi um tanto quanto desafiador. Pauline Osterkamp é professora da Educação Infantil B na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Vila Schmidt, do Centro, e acredita que o maior desafio, nas aulas remotas, é garantir a aprendizagem das crianças. “Certificar-se, também, de que os objetivos de aprendizagem estão sendo alcançados, já que nosso contato com as crianças ocorre de forma remota e não temos o contato diário com elas, como ocorre nas aulas presenciais. Outro desafio é em relação às tecnologias, pois as oscilações da internet e os aparelhos eletrônicos nem sempre garantem uma aula online de qualidade”, enalteceu ela.

Para Pauline, as expectativas para o retorno presencial são as melhores possíveis. “Além de manter os protocolos de segurança da Covid-19 para que todos estejam em um ambiente seguro, esperamos que a escola seja um lugar de alegria, acolhimento e de muita aprendizagem. Também esperamos proporcionar momentos de socialização entre as crianças para suprir a falta que isso fez durante o isolamento, dar um maior auxílio nas dificuldades de aprendizagem que surgiram e colocar em prática o que mais amamos: ensinar e aprender”, declarou a professora.

Daniela Bode Birkheuer leciona para o 4º e 5º Ano da Emef Olavo Bilac, de Linha Berlim. Ela percebe que, no último ano, professores, alunos e famílias passaram por um período de readaptação à sua rotina de trabalhos. Embora tenha sido uma necessidade, ela observa que os desafios foram inúmeros. “Como professora, precisei estar disponível, ao mesmo tempo, para a escola, para os filhos e para a casa. A necessidade de buscar alunos que se distanciavam do professor, de reinventar minhas práticas pedagógicas utilizando a tecnologia, de conciliar meu tempo, de planejar aulas para um período maior do que o de costume, de buscar maneiras simples de explicar o conteúdo de forma que os alunos compreendessem e, junto a isso, cuidar da minha saúde física e mental, que acaba sendo afetada pela mudança de hábitos, foram alguns dos desafios impostos durante o período de aulas remotas”, destacou.

“O brilho no olhar das crianças quando se fala em retorno às aulas de forma presencial é um estímulo ao trabalho do professor”, completa Daniela. Ela observa que a aprendizagem ficou defasada e será preciso diagnosticar o que foi consolidado e o que ainda precisa ser revisado nas diferentes áreas do conhecimento e nos diferentes níveis de ensino. “Nesse sentido, ficou visível a importância do trabalho do professor, que vai além de apenas transmitir informações, mas incentiva, inquieta e acompanha o aluno para, só assim, ter uma aprendizagem significativa. Disposição não falta, novos conhecimentos foram adquiridos e amor pelo trabalho tem de sobra”, ponderou a professora, complementando que espera que o retorno seja especial, mas com respeito aos protocolos para a segurança de todos.

Jaqueline Dorst leciona a disciplina de Língua Portuguesa para estudantes do 6º e 7º Ano A da Emef Vila Schmidt. Ela vê na impossibilidade da interação presencial o maior desafio enfrentado durante o período de aulas remotas, pois, mesmo sendo possível interagir através das aulas pelo Google Meet, a sensação não é a mesma. “Nas aulas, além dos objetos de conhecimento e das habilidades de cada disciplina, temas como empatia, cooperação e cidadania, que são aprendizagens importantes para o desenvolvimento integral dos alunos, são trabalhados; realizar esse trabalho de forma presencial, com vivências e discussões em grupo, é mais enriquecedor do que o trabalho isolado em frente a um aparelho celular ou computador. Apesar de todo o suporte e acompanhamento realizado, percebe-se que os alunos, por vezes, sentem-se desmotivados, pois falta o convívio com colegas e professores”, enaltece, acreditando que, para crianças e adolescentes, não há tecnologia que substitua a troca de conhecimentos e aprendizagens de uma sala de aula presencial.

Para esta retomada, a professora espera que “tenhamos um retorno tranquilo e que possamos conduzir nossas aulas da melhor forma possível, almejando a aprendizagem e o desenvolvimento integral dos alunos”, pontua Jaqueline Dorst.

Do 7º ao 9º Ano da Emef Vila Schmidt, a disciplina de Língua Portuguesa é trabalhada pela professora Solaine Costa. Ela acredita que o maior desafio, durante as aulas remotas, foi identificar as dificuldades dos alunos e auxiliá-los, já que a distância, muitas vezes, impediu que isso acontecesse com eficiência. “Outro desafio foi a jornada ampliada pela grande demanda que as aulas remotas exigiram (planejamento diferenciado, aulas online, acompanhamento e correção das atividades) e isso tudo conciliado às rotinas da casa”, ponderou.

Em relação ao retorno, Solaine espera e torce para que dê tudo certo. “Que estejamos todos (alunos, professores e funcionários) trabalhando e convivendo em segurança. Que consigamos acolher e auxiliar os alunos que não acompanharam as aulas online e/ou não fizeram as atividades propostas para que consigam progredir na aprendizagem”, completou a professora, desejando um ótimo retorno a todos. AI/VM 

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