Refugiados climáticos: 17 milhões de pessoas na América Latina poderão ser forçadas a migrarem até 2050

Relatório do Banco Mundial alerta que, ao todo, 216 milhões de pessoas poderão ter que deixar suas regiões por causa das alterações do clima


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Foto: AP Photo/Eric Gay

O Banco Mundial publicou um alerta preocupante sobre os efeitos das mudanças climáticas na vida dos seres humanos já para os próximos anos: 216 milhões de pessoas em seis regiões do mundo, incluindo a América Latina, poderão ser forçadas a se mudarem de seus países até 2050 para fugirem de eventos climáticos adversos. De acordo com o relatório “Groundswell”, publicado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Mundial, as pessoas serão forçadas a se mudarem das suas regiões por causa, principalmente, de:

– Escassez de água
– Diminuição da produtividade no campo como um todo
– Temperaturas muito elevadas (estresse térmico)
– Aumento do nível do mar, o que levará a perda de terras
– Eventos climáticos extremos, como tempestades

A região mais afetada deverá ser a África Subsaarinana, concentrando quase 40% dos migrantes climáticos (86 milhões) das próximas três décadas. Na sequência aparece o Leste Asiático e Pacífico, com 22,6% (49 milhões) das futuras migrações do tipo.

A América Latina também é classificada como área de alerta, de onde deverão sair 17 milhões de migrantes climáticos até 2050, mais de 7% do total para o período. Demais populações que deverão sofrer com as alterações do clima estão no Sul da Ásia, Ásia Central, África do Norte e a Europa Oriental.

Fonte: G1

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