Entenda o que é a regeneração natural assistida

O engenheiro agrônomo Nilo Cortez explica o recente termo usado para restauração de áreas florestais


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Foto: Divulgação

É o termo mais recente usado para restauração de áreas florestais. As atividades não são novidades e já são utilizadas por alguns produtores. Mas, é positiva pela forma que estão adotando. Vem sendo feita no Brasil em 15 estados (BA, ES, MT, PB, PA, PR, SC e SP) com experiência exitosa.

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Este trabalho foi introduzido pela WRI -Brasil que faz parte da WRI (World Resources Institute) que atua em 60 países. Em parceria com o ICV- Instituto Centro de Vida, Mato Grosso (1961), IMAZON- Instituição de Pesquisa brasileira, Pará (1990), e Suzano- Empresa de celulose com 11 fábricas no Brasil.

É um trabalho que parte de análise do solo e de degradação, uso do solo, manejo animal, controle de invasoras, combate a formigas e outros insetos, proteção de áreas, plantio de espécies nativas e outras tantas atividades de conservação.

A agricultura familiar pode utilizar a metodologia para se adequar ao código florestal e acelerar ou preservar as áreas de APP, mata ciliar, reflorestar e paisagens. Também futuramente vender créditos de carbono, valorizar sua mata, pagar menos impostos, incluir em outras atividades econômicas com apicultura e frutas nativas que tem mercado promissor. Ainda é possível melhorar a paisagem para uso do turismo rural em crescimento atualmente.

Trazendo para nossa realidade aqui no Vale do Taquari e tentando exemplificar com a nossa mata ciliar do Rio Taquari, imagino um trabalho multiprofissional com Agrônomos, Biólogos, Veterinários, Eng. Florestal, Técnicos agrícolas, ONGs e empresas ligadas ao meio ambiente, Universidades, Prefeitura, escolas etc. Desta forma estudar e traçar planos e executar a aceleração de recuperação da mata ciliar. Inclusive há bons trabalhos em andamento que poderiam ser adequados e acelerados para esta nova meta.

Se observarmos a Bento Rosa há vários locais com matas relativamente preservadas, outras precisando de adensamento e algumas sem mais nada. Acho que foi em 2004, ou próximo, que estavam asfaltando a Bento e comentei com quem estava comandando a obra que não poderiam fazer a drenagem do lado dos loteamentos para beira do rio apenas com canalização. Tem um local que acompanho desde lá, antes era no nível da rua, agora já está com cerca de 5 metros de profundidade. Isto “fatia” a área de proteção enfraquecendo e ajudando o desbarrancamento. Pedaços desbarrancados colocaram pedras e agora precisa “acelerar” essa recuperação para não se perder mais adiante com novos desbarrancamentos. Ainda deve ser considerado o assoreamento do rio que força as barrancas.

Poderíamos adotar o RNA com quem precisa reflorestar, fazer compensação florestal, reposição florestal e inclusive pagar multas por danos ambientais etc. E principalmente ter acompanhamento, comprometimento e fiscalização das atividades realizadas.

Por Nilo Cortez, engenheiro agrônomo 

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