Região de Lajeado questiona internações de outras doenças em recurso para deixar bandeira vermelha

Documento foi enviado na tarde deste sábado (5), após mapa preliminar.


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Mapa preliminar divulgado na sexta-feira (4) colocou a região de Lajeado em alerta para a Covid-19 (Foto: Divulgação/RS)

Depois de receber bandeira vermelha no mapa preliminar no Distanciamento Controlado, nesta sexta-feira (4), a região de Lajeado tenta reverter a classificação atribuída pelo governo do Rio Grande do Sul. Um recurso foi formatado na manhã deste sábado (5), em nome da Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat). A argumentação é do secretário da Fazenda de Lajeado, Guilherme Cé, e do diretor executivo do Hospital Bruno Born (HBB), Cristiano Dickel. O envio ocorreu por volta das 17h do sábado.

O principal questionamento diz respeito ao número de pessoas internadas com outras doenças, fora da macrorregião, e contado pelo Estado na 18ª rodada do programa. A macrorregião conta com as regiões de Cachoeira do Sul, Lajeado e Santa Cruz do Sul. Dentro das três foram apuradas 11 internações de pacientes em UTIs de fora da macrorregião, sendo por covid e outras causas que divergem da Covid-19. Fora delas há mais 22 pacientes, mas que residiriam nestas localidades, e também estão em hospitais por outras enfermidades.

No cálculo o governo subtraiu as 11 internações da macrorregião das 22 internações em outras macrorregiões do Rio Grande do Sul e chegou a número de 11 pacientes, que subtraem do número de leitos UTI disponível, o que foi determinante para a vermelha.

A média ponderada da região de Lajeado ficou em 1,63. Para ingressar na vermelha basta 1,50. Dickel acredita que se menos um leito tivesse sido acrescentado pelo Estado a classificação poderia ter sido laranja. “Estão considerando pacientes com outros tipos de causas de doenças. As regiões do Vale do Taquari e do Rio Pardo, por exemplo, não têm uma alta complexidade em traumatologia. Utilizamos referências como as de Porto Alegre e Canoas”, explica o diretor executivo do HBB.

Os municípios de referência dos 22 pacientes não são de conhecimento – outra justificativa para o recurso. “Podem ser pessoas com cartão SUS da macrorregião que moram em outra macrorregião”, comenta Dickel. As linhas de defesa ainda contam com taxa de progressão da doença estável e o critério de leitos de UTI disponível. Ao todo o governo do Estado leva em conta 11 indicadores para definir as cores.

Volta às aulas

O mapa definitivo será divulgado na próxima segunda-feira (7), pelo Estado, em horário a ser definido. A aceitação ou não do recurso tem impacto direto em uma área: volta às aulas. Caso ele não seja atendido o retorno dos encontros presenciais não poderá ocorrer antes de 29 de setembro, já que os critérios estaduais colocam como obrigatório o cumprimento de duas semanas em amarela ou laranja.

Comércio

Com relação ao comércio, nada muda. Isso porque o Estado aprovou a cogestão do Distanciamento Controlado na região de Lajeado, flexibilizando quatro indicadores. São eles: funcionamento da administração pública; manutenção do teto de operação em vermelho para alojamento e alimentação, com alteração no modo de atendimento de restaurantes, lanchonetes e lancherias, liberando o presencial restrito das 7h às 23h; comércio e serviços com atendimento integral, como em protocolo de laranja.

Texto: Natalia Ribeiro
jornalismo@independente.com.br

1 comentário

  1. E quem informa ao estado as internações ? fiquem quietos e deu. Chega de dar tinta pro leite pintar mapinha.

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