Região enfrenta pior momento no combate à pandemia com profissionais exaustos e médicos afastados por contaminação

Alerta é feito pelo prefeito de Imigrante e presidente da Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat), Celso Kaplan.


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Foto: Jonas de Siqueira

O prefeito de Imigrante e presidente da Associação dos Municípios do Vale do Taquari, Celso Kaplan (PP), entende que, neste final de ano, a região passa por seu pior momento no enfrentamento à pandemia de coronavírus. “O momento que estamos tendo agora com casos positivos, nós não tivemos em nenhum momento desde março”, observa. Para ele, a situação agora é pior pelo cansaço dos profissionais de saúde.


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“Nós estamos com os profissionais na exaustos, cansados; médicos afastados por contaminação. Não se consegue profissionais para preencher novas vagas. Então, nós estamos com outro problema se gerando”, avalia. Para ele, o sistema está sobrecarregado e as pessoas com medo.

“O grande problema neste momento é o grande aumento de casos positivos”, percebe Kaplan. “A maioria dos casos positivos neste momento são de jovens, de pessoas entre 16 e 40 anos, no máximo. Isso nos assustou um pouco. De cada 20 casos, nós tivemos 18 positivos. Nós realmente nos assustamos, e está se confirmando esses números pelos leitos ocupados nos hospitais, nas unidades e nas UTIs”, expõe.

O prefeito observa entre os causadores desta alta de casos estão o feriadão de Finados e as eleições, em novembro. Para Kaplan, não era momento apropriado para a realização das eleições, “e agora estamos com os maiores índices nacionais desde que começou a pandemia”, lamenta.

O administrador entende que é preciso conscientização e empenho das pessoas nos próximos 15 dias, para que o sistema de saúde não entre em colapso próximo a datas comemorativas como Natal e Ano-Novo. “Se os números continuarem assim, nós estaremos com bandeira preta”, alerta.

“Não adianta fazer decreto, intervenção, exame e teste se nós não tivermos a conscientização de cada um de que nós realmente precisamos fazer o distanciamento social, o uso da máscara e a higienização”, destaca.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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