Regional de Estrela monitora 79 abrigos com presença de morcegos transmissores da raiva

Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) está orientando os produtores rurais da região a vacinar ou revacinarem seu rebanho


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A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) enviou no início do mês um alerta sanitário para a raiva dos herbívoros e está orientando os produtores rurais da região a vacinar ou revacinarem seu rebanho e prevenir a doença. Para abordar o assunto, o programa Redação no Ar desta sexta-feira (17) recebeu médica veterinária Mariane Gomes, da Inspetoria Veterinária de Marques de Souza e Felipe Campos, fiscal estadual da Agropecuário da Inspetoria de Lajeado.

Médica veterinária Mariane Gomes, da Inspetoria Veterinária de Marques de Souza (Foto: Jonas de Siqueira)

A raiva herbívora é transmitida pelo morcego hematófago Desmodus rotundus. Segundo a médica veterinária, Mariane Gomes, a regional de Estrela monitora 79 abrigos com presença do morcego. A profissional esclarece que por ser uma doença letal a raiva é de extrema importância para saúde pública e merece atenção. “Além de levar o animal à morte, o custo econômico é muito grande, devido a mortalidade de animais, gasto com vacinação dos animais e sorovacinaçao de pessoas expostas. 

 

Felipe Campos, fiscal estadual da Agropecuário da Inspetoria de Lajeado. (Foto: Jonas de Siqueira)

Campos frisa que é fundamental o produtor observar o comportamento do animal no campo. O fiscal afirma que a paralisia começa pela musculatura da cabeça e do pescoço; o animal apresenta dificuldade de deglutição e suspeita-se de “engasgo”, quando então seu proprietário tenta ajudá-lo, expondo-se à infecção. A seguir, vêm a paralisia e a morte.

 

 

Mariane Gomes explica que a duração da imunidade da vacina é de 12 meses e os animais precisam ser revacinados 30 dias após a aplicação. A veterinária observa que o período de incubação da raiva é de 6 meses. “Pode ocorrer do animal ser vacinando e já estar incubado com o vírus da doença”, declara. 

Cuidado com a captura

Mariane Gomes frisa que os produtores devem comunicar imediatamente caso percebam animais com sintomas ou encontrarem refúgios de morcegos-vampiros. A profissional orienta o produtor a não tentar capturar o animal por conta própria. Para evitar contaminação a remoção deve ser feita pelos Núcleos de Controle da Raiva do Estado.

Municípios com focos da doença

De janeiro até a primeira semana de junho deste ano foram registrados 39 focos em 20 municípios. Em todo o ano de 2021, foram notificados 48 focos em 21 municípios.

Os municípios com focos identificados neste ano são Barra do Ribeiro, Bossoroca, Caçapava do Sul, Caiçara, Candiota, Cerro Grande do Sul, Eldorado do Sul, Glorinha, Gravataí, Itacurubi, Muçum, Novo Hamburgo, Santa Margarida do Sul, Santiago, Santo Antônio das Missões, São Borja, São Gabriel, São Lourenço do Sul, São Sepé e Unistalda.


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