Relaxamento no cumprimento das regras pode gerar suspensão da cogestão, alerta Marcelo Caumo

Prefeito de Lajeado reconhece os pleitos dos comerciantes que pedem flexibilização, mas pondera que o desrespeito às medidas pode causar prejuízos maiores à região toda


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Foto: Tiago Silva

O prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, pediu prudência nesta sexta-feira (26) aos comerciantes que se organizam para desrespeitar as medidas restritivas do estado que impedem a abertura de atividades não essenciais no final de semana. O gestor municipal disse que discorda das regras do estado, porém, alerta que não seguir pode comprometer a região como um todo, e ocasionar na suspensão da cogestão, medida que possibilita aos municípios adotarem regras mais brandas. Caumo lembra que é esperado anúncio, ainda nesta sexta-feira (26), de uma flexibilização maior para o comércio e restaurantes. O prefeito teme que o desrespeito às normas pode fazer com que o governo aperte o certo.

Atualmente, o comércio considerado pelo governo do estado como não essencial pode abrir no meio de semana, mas deve fechar a partir das 20h de sexta-feira, podendo retomar a partir de 5h da segunda-feira. “Acredito, sim, que a gente vai ter melhorias significativas. É muito importante que se exista a possibilidade de trabalho na sexta da semana que vem e no sábado, que é véspera de páscoa”, comenta.


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“Ha uma grande mobilização de entidades empresariais, municípios e lideranças pleiteando flexibilizações, tanto para que os horários do comércio sejam estendidos como também o horário dos restaurantes, seguindo todas as regras. Há a expectativa que ainda hoje ocorra uma anuncio sobre a aceitação ou não dessas sugestões. E Lajeado é um dos municípios que fazem essa sugestão, esse pedido para que possamos ter algumas regras flexibilizadas frente ao cenário que a gente está vivendo, lembrando que essas flexibilizações não significam afrouxar os cuidados e um incetivo à circulação desnecessária”, pondera.

“Caso não haja a modificação, a gente discorda das regras, mas a prefeitura estará com a fiscalização na rua, estará fazendo o seu trabalho, cumprindo a determinação do estado”, ressalta o prefeito. Caumo lembra que o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado distribuíram um ofício, com alerta às administrações municipais. “O relaxamento nas atividades pelo município sujeita ao cancelamento na cogestão, e isso sim seria uma medida muito dura, muito drástica para toda a cidade. Por isso, a gente acompanha o movimento dos comerciantes que pedem alteração e querem trabalhar. Porém, nós não podemos correr o risco de ter a cogestão suspensa por conta de determinados grupos”, alerta.

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“Seguimos defendendo os mesmos princípios, de que é muito importante o trabalho. Isso não se discute. Porém, a gente não pode cogitar o descumprimento das regras. Nós temos que criticar essas regras, temos que buscar a modificação dessas regras, mas sendo regras, a regra tem que ser cumprida”, defende o prefeito de Lajeado.

Situação da pandemia em Lajeado

O prefeito Marcelo Caumo relata que, nesta sexta-feira (26), Lajeado registra uma tendência de queda de casos. “Os números têm caído, tanto na atenção primária, com atendimentos em posto de saúde, na UPA e no atendimento da Unimed. Os números de internação no hospital também vem caindo”, lembra. Apesar do bom indicativo, o prefeito lembra que “ainda estamos no pior patamar do que o pior cenário de 2020”. “Significa que há necessidade, sim, de muitos cuidados”, afirma.

Sem decreto específico

Por conta da melhora nos indicadores, Lajeado não fará um decreto específico, mais restritivo, como ocorreu nos últimos finais de semana. Dessa forma, o município seguirá as medidas adotadas pelo governo do estado.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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