Representante dos motoristas de vans escolares diz que categoria se sentiu abandonada pelo Poder Público

Frente às dificuldades, Mariluce Karsburg teve que buscar alternativas: chegou a pintar e limpar casa, atuou como cuidadora, e vendeu até ovos


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Foto: Tiago Silva

O programa Redação no Ar desta sexta-feira (11) conversou com Mariluce Kraemer Karsburg. Ela é representante dos motoristas de vans escolares de Lajeado. No bate-papo, Mariluce detalhou os impactos da pandemia na categoria e também analisou a aprovação do projeto de lei que altera a vida útil dos veículos no município.

Conforme ela, em função do coronavírus, muitos profissionais do setor tiveram que procurar por outras alternativas como fontes de renda. Ela mesmo pintou e limpou casa, atuou como cuidadora, vendeu até ovos.


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Mariluce observa que alguns colegas, inclusive, nem retornaram mais com o fluxo reduzido desse meio de transporte atualmente. A condutora exemplifica que, se antes levava 50 pessoas, hoje são 20 (40%). “Pessoal parou, pessoal cansou”, lamenta.

Ela diz que a ampliação da vida útil das vans “foi um presente que a ente nem esperava”.

“Agrada alguns e desagrada outros”, reconhece. De acordo com ela, a categoria queria algo mais imediato. “Nós precisávamos de coisas para ontem. Tinha gente que precisava de comida, tinha gente que vendeu tudo”, afirma, sobre as dificuldades financeiras.

Mariluce reclama da burocracia e do fato de não ter sido entregue como prometido os ranchos por parte da administração municipal. “O projeto era dar rancho durante toda a pandemia, mas tem gente que recebeu no máximo dois”.

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