Reunião-almoço da Acil debate a importância do planejamento para evitar eventos climáticos extremos

Muitas empresas foram atingidas pelas enchentes que ocorrem desde o mês de setembro de 2023


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Cylon Rosa Neto

O planejamento para prevenir eventos climáticos extremos no Rio Grande do Sul foi o tema da reunião-almoço realizada nesta terça-feira (18), pela Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil). A programação ocorreu em parceria com a Câmara de Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari (CIC-VT), no Espaço de Eventos da Unimed VTRP.

Em forma de painel, o diretor da Cooperativa Certel e vice-presidente do Fórum Gaúcho de Comitês de Bacias Hidrográficas, Júlio Salecker, começou sua fala frisando a importância de pensar os recursos hídricos, como Bacia Hidrográfica e não apenas como território municipal. “O Taquari-Antas tem 119 municípios dentro da sua área de Bacia, que é a chuva que cai num território e se concentra num ponto único; o nosso ponto único é a foz do Taquari, entre Triunfo e General Câmara, onde entra no Jacuí. A gestão de água tem que ser feita por território de chuva, porque a água que escorre é a água da chuva. Então, todos os municípios têm que fazer gestão dos recursos”, declara.

Salecker convidou os gestores e empresários para participarem da primeira oficina de priorização das ações do plano da Bacia Taquari-Antas, que será realizada no dia 28 de junho, em Caxias do Sul.

“Em 2012 foi terminado o prognóstico do que queremos para o rio e foram listadas 28 ações que deveriam virar planos executivos. Destas 28 ações, foram definidos dois eixos, que são o tratamento de esgotos e os desastres naturais”, relata. “No dia 28, dentro destes dois eixos, vamos decidir o que nós queremos fazer. Nós vemos como importante priorizar as barragens de regularização da vazão nas cabeceiras dos nossos principais rios; fazermos um estudo de dragagem do rio Taquari desde Santa Tereza, até o Jacuí e Guaíba; fazer um sistema de proteção e conservação de matas ciliares e banhados; e dar orientação aos planos diretores dos municípios sobre as cotas de inundação”, cita.

Como medidas emergenciais, Salecker destacou que o Poder Público Municipal pode ter planos de alerta; planos de retirada das pessoas das áreas de risco e ter uma espécie de bloqueio nos planos diretores para evitar a reconstrução ou a construção de residências em locais que são atingidos em qualquer enchente. Em nível estadual, a Defesa Civil pode terminar o plano de contingência e implantar em todas as Defesas Civis dos municípios.

O diretor da Bourscheid Engenharia e Meio Ambiente e vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplanagem em geral no Rio Grande do Sul (Sicepot-RS), Cylon Rosa Neto, apresentou o “Plano de Ações para Segurança Hídrica do RS”. Conforme Neto, a Bacia do Rio Santa Maria é referência para o Estado, pela mobilização da sociedade civil daquela região e por isso relatou a importância do evento em Caxias do Sul.

“Na reunião do dia 28 é preciso levar as ações que a região entende que são pertinentes de serem implantadas; formalizar isso dentro da fase C do plano de Bacia; levar o plano de Bacia pro Departamento de Recursos Hídricos para ser validado e, a partir daí, essas ações se tornam cobertas pela lei e pela legislação para que se tornem oficiais e passíveis de implantação. A mobilização para implantação dessas medidas depende da licença social que a sociedade civil vai dar no plano de Bacia e da capacidade de mobilização da sociedade de buscar esses recursos”, relata.

Texto: Elisangela Favaretto
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