Reunião com RGE busca identificar demandas e solucionar problemas

Encontro com representantes da concessionária de energia atenta para os constantes problemas e reclamações, principalmente no interior do município.


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Fotos: Rodrigo Angeli/Prefeitura de Estrela

Uma reunião realizada na prefeitura de Estrela, nesta quarta-feira (10), teve como principal pauta o fornecimento de energia elétrica em Estrela, ou mais especificamente os problemas e reclamações recorrentes quando da falta da mesma, que seriam constantes em alguns locais, principalmente no interior. O prefeito de Estrela, Elmar Schneider, recebeu representantes da Rio Grande Energia (RGE), concessionária responsável pelo serviço que atende ao município. Os secretários municipais da Agricultura, Douglas Sulzbach, da Administração, Roberto Arenhardt, também participaram da discussão que trouxe um panorama da atual situação e deixou alavancadas ações que buscarão de imediato a solução de algumas demandas pontuais.

Por parte da empresa sediada em São Leopoldo estiveram presentes Cristiano Guedes da Silva, consultor de negócios, Alexssandro Moraes, gerente de serviço de campo, e em videoconferência, Fábio Calvo, gerente de relacionamento com o Poder Público. E se tratando de relacionamento, o prefeito enfatizou a necessidade de melhorá-lo em relação aos clientes, principalmente os do interior, e de maneira ainda mais urgente com os produtores de frango, suínos, leite e outros, os maiores prejudicados quando da ocorrência da falta de energia elétrica.

Os representantes da empresa destacaram as execuções e investimentos realizados em 2020, o plano de obras de 2021. “A realidade já mudou muito. O problema é que essa percepção não se tem por parte do cliente de um dia para o outro, e basta uma queda de energia isolada para jogar fora toda uma realidade do quanto já se evoluiu”, destacou Silva. Em relação à dinâmica das operações de atendimento aos mais de 3 milhões de clientes da empresa, atentaram para algumas necessidades também por parte destes, como a atualização de dados e a utilização dos diversos meios de comunicação oficial para o relato das ocorrências. “Recebemos até mil chamadas simultâneas quando da ocorrência de um temporal. Dentro destas, o sistema dá prioridade às consideradas de risco, como quedas de postes e outros, depois ao atendimento mais urgentes como hospitais ou grandes grupos. O que precisamos é que aquele grande produtor de frango, por exemplo, esteja cadastrado como tal, e não uma pessoa física simples. Daí sim o nosso sistema de atendimento vai identificá-lo como de maior prioridade em relação ao de outros casos”, especificou Moraes. Ainda nesse campo, Calvo completou. “É preciso compreender que um produtor, por exemplo, que viu seu negócio crescer mas ainda tem gerador monofásico, talvez necessite buscar uma segunda fonte de energia, ou mesmo o aumento de sua carga, cuja responsabilidade também passa pelo cliente, mas que nem sempre este quer assumi-la.”

O prefeito Elmar Schneider disse compreender as falhas existentes de lado a lado, da necessidade da empresa ter acesso às informações básicas por parte dos clientes para bem executar seu serviço, da necessidade da utilização correta dos meios de contato com a fornecedora, mas enfatizou não eximir ninguém da necessidade de se buscar soluções o quanto antes. “Vamos trabalhar em conjunto. Fazer investimentos onde for de nossa responsabilidade para colaborarmos e ajudar no acesso a informações dos nossos clientes, principalmente os produtores do campo, e orientá-los a usar os meios corretos de contato para agilizar e otimizar os atendimentos”, diz. “Mas em contrapartida preciso por parte da RGE um planejamento de investimentos, um plano de melhorias que de fato seja executado e melhore as condições.” Ambas as partes já acertaram propostas para a identificação das principais demandas, entre elas a realização de mutirões em comunidades do interior. AI/RC

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