Revolução Farroupilha: professor e historiador aborda os atritos do conflito

Mateus Dalmáz detalhou etapas do conflito que ganhou destaque por ter 10 anos de duração, alto índice de mortes e ameaça à integridade territorial brasileira


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Mateus Dalmáz (Foto: Luis Felipe Amorin)

A Revolução Farroupilha, que iniciou no ano de 1835 e se estendendo até 1845, foi uma das revoltas provinciais que aconteceram no território brasileiro durante o Período Regencial. Ao programa Panorama desta segunda-feira (20), o professor e historiador Mateus Dalmáz detalhou o conflito ganhou destaque por ter 10 anos de duração, alto índice de mortes e ameaça à integridade territorial brasileira.


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O historiador resume a revolução em três grandes atritos: “especificamente por questões militares, questões políticas e pela relação da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul com a com o Rio de Janeiro, que na época era a capital do império”, recorda. 

O professor lembra que Pedro I decidiu abdicar do trono em 1831 e o Brasil era governado por regentes do trono, que não tinham a mesma autoridade que um imperador. “Isso abriu brechas para as províncias tentarem mais autonomias”, observa. Segundo ele, o grande estopim do conflito armado foi o Rio de Janeiro nomear um novo governador da província.  

A insatisfação com as atitudes do governo central inspirou a rebelião de 20 de setembro 1975 onde membros do partido liberal ocuparam a cidade de Porto Alegre. “Ainda sem querer proclamar uma ideia separatista”, pontua o professor. Que foi proclamada em 11 de setembro de 1836, como consequência direta da vitória obtida por forças oligárquicas gaúchas.

Fim da Guerra dos Farrapos

A paz foi assinada no Tratado de Poncho Verde, em que os farrapos colocaram fim na revolta e, na condição de derrotados, aceitaram os termos propostos pelo governo.

O acordo realizado entre o governo brasileiro e os farrapos estipulou:

  • Taxação em 25% sobre o charque estrangeiro;
  • Anistia para os envolvidos com a revolta;
  • Incorporação dos militares dos farrapos ao exército imperial, mantendo sua patente;
  • Os provincianos teriam direito de escolher o próprio presidente de província (entretanto, isso não foi cumprido);
  • Os escravos que lutaram do lado dos farrapos seriam alforriados (item também não cumprido).

 

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