Rio Grande do Sul é um dos Estados com maior ocorrência de câncer de pele

Enquanto a Sul teve seus três Estados no ranking dos cinco com maior concentração de casos (34,7% do total nacional), a Norte foi a que menos contabilizou esse tipo de diagnóstico (2,7%)


0
Foto: Divulgação

Dados oficiais apontam que o câncer de pele ocorre em habitantes de todas as partes do mapa brasileiro, mas com diferentes índices de incidência. Entre 2013 e 2021, os Estados com maior número de casos foram São Paulo (52,8 mil), Paraná (27,2 mil) e Rio Grande do Sul (27 mil), Minas Gerais (22,6 mil) e Santa Catarina (16,9 mil).

Já no que se refere às Regiões do País, o maior índice está no Sudeste, com 42% dos casos. Enquanto a Sul teve seus três Estados no ranking dos cinco com maior concentração de casos (34,7% do total nacional), a Norte foi a que menos contabilizou esse tipo de diagnóstico (2,7%). Nordeste e Centro-Oeste responderam, respectivamente, por 14,2% e 6,3%.

Na mesma janela temporal, a doença gerou 374 mil internações na rede pública de saúde do Brasil e causou a morte de quase 32 mil pessoas. São Paulo registrou o maior volume de internações no período (96,8 mil, ou 26%), seguido pelo Paraná (57,4 mil) e Rio Grande do Sul (38,5 mil). Já em último aparecem Roraima (194), Acre (162), e Amapá (150).

Foram mais de 205 mil diagnósticos de câncer de pele no Brasil entre 2013 e 2021. E esse número pode ser ainda maior, se considerada a subnotificação. Somente em maio de 2018 é que se tornou obrigatório o registro do cartão nacional de saúde e da Classificação Estatística Internacional de Doenças (CID-10), o que provocou um aumento expressivo no número de registros de casos.

De 2013 a 2017, foram cerca de 4 mil novos diagnósticos de câncer de pele a cada ano. Com o aperfeiçoamento da ferramenta e dos fluxos de informação, esse número saltou significativamente. Entre 2018 e julho de 2021, o total de diagnósticos de câncer de pele registrados chegou a 184 mil, ou de 46 mil ao ano.

A doença

Conforme o Instituto Nacional de Câncer (Inca) e a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o câncer de pele se caracteriza pelo crescimento anormal das células que compõem a pele. Trata-se do tipo mais mais comum da doença no Brasil, porém com um diferencial: se descoberto no início, tem mais de 90% de chances de cura.

Também corresponde a 27% de todos os tumores malignos diagnosticados no País, sendo os carcinomas basocelular e espinocelular (não melanoma) responsáveis por cerca de 180 mil novos casos da doença a cada ano.

Já a modalidade melanoma tem cerca de 8,5 mil novos casos novos a cada ano. Essa incidência é maior do que os cânceres de próstata, mama, cólon, reto, pulmão e estômago.

O carcinoma basocelular é o mais frequente (70%) e se manifesta por lesões elevadas peroladas, brilhantes ou escurecidas que crescem lentamente e sangram com facilidade.

Por sua vez, o carcinoma espinocelular surge como o segundo tipo de câncer de pele de maior incidência (aproximadamente 20% dos casos da doença). Costuma aparecer na forma de lesões verrucosas ou feridas que não cicatrizam após seis semanas. Podem causar dor e produzir sangramentos.

O melanoma, por sua vez, apesar de não ser o mais incidente, é o mais agressivo e potencialmente letal. Apesar de corresponder a apenas 10% dos casos, tem sua gravidade associada ao fato de quadros avançados podem provocar metástases para outros órgãos. Esse tipo é geralmente constituído de pintas ou manchas escuras que crescem e mudam gradativamente de cor, podendo ser acompanhadas de sangramento.

Fatores de risco

O autoexame frequente facilita o reconhecimento dos casos. Com diagnóstico precoce, a resolução dos casos pode ser atingida em sua maioria, assegurou o especialista. “Por isso, a importância de fazer as revisões e estar sempre atento à presença de alguma lesão suspeita”.

A exposição solar exagerada e desprotegida ao longo da vida, além dos episódios de queimadura solar, são os principais fatores de risco do câncer de pele. Embora esse problema de saúde possa afetar qualquer pessoa, há grupos mais propensos ao surgimento desse tipo de câncer.

Estão incluídos aí pessoas de pele, cabelos e olhos claros, indivíduos com histórico familiar da doença, portadores de múltiplas pintas pelo corpo e pacientes imunossuprimidos ou transplantados.

Os dermatologistas recomendam que, além do uso do álcool-gel, máscaras e respeito ao distanciamento social, a população deve adotar hábitos de fotoproteção para garantir sua saúde de modo pleno. Em caso de aparecimento de sinais e sintomas suspeitos, o médico dermatologista deve ser consultado para fazer o diagnóstico precoce. Fonte: O sul

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Por favor, coloque o seu nome aqui