Rios gaúchos sentem efeitos da falta de chuva

Com o atual nível abaixo dos 50 centímetros, a captação de água para a indústria e agricultura acontece de maneira intercalada, mas o consumo urbano permanece normalizado


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A falta de chuva não castiga apenas a agricultura e a pecuária do Estado. Os rios sentem os efeitos em função da estiagem prolongada. Dessa maneira, o nível da água fica mais baixo e rapidamente aparecem bancos de areia em trechos onde antes até havia navegação. As margens também passam por transformações, exibindo vegetação, raízes e o lixo acumulado. As pessoas que dependem dos rios para sobreviverem, seja em atividades como a pesca, captação de água para consumo pessoal, dos animais e irrigação de lavouras, sofrem enquanto o clima não muda.

A equipe do Departamento de Gestão de Recursos Hídricos e Saneamento da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) vistoria a bacia do rio Gravataí para verificar as condições atuais. Com o atual nível abaixo dos 50 centímetros, a captação de água para a indústria e agricultura acontece de maneira intercalada (dia sim, dia não), mas o consumo urbano permanece normal.

A situação do rio é avaliada como crítica. “A bacia do Gravataí possui uma situação muito peculiar, pois envolve grandes usuários (abastecimento público e irrigação) que necessitam de acesso à água em quantidade e qualidade. Por conta dessa situação, o Comitê Gravatahy (que gerencia a bacia hidrográfica do rio) mediou um acordo entre os usuários, em que foram estabelecidos níveis de alerta e de criticidade para a bacia. Além disso, a Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental) encaminhou ofício aos irrigantes que possuem licença para captação, informando sobre a necessidade de atenção ao acordo”, esclarece a Sema.

Fonte: Correio do Povo


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