Roubos caem 84,6% depois da instalação das câmeras de videomonitoramento em Cruzeiro do Sul

A operação dos equipamentos completou um ano no final de 2023


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Foto: Divulgação

No final do ano de 2022 foram colocadas em operação as primeiras câmeras de videomonitoramento para o cercamento eletrônico de Cruzeiro do Sul. Num primeiro momento, foram instalados 25 equipamentos em pontos estratégicos a partir de um estudo feito em conjunto entre a Polícia Civil (PC) e a Brigada Militar (BM), com a participação da administração municipal. Cerca de dois meses depois, na metade de fevereiro de 2023, foram instaladas outras nove câmeras no perímetro rural.

A instalação e manutenção é de responsabilidade de uma empresa terceirizada. O sistema é custeado pela Administração de Cruzeiro do Sul, que atualmente representa um investimento de aproximadamente R$ 46 mil mensais. As imagens captadas são possíveis de serem acessadas tanto pela Brigada Militar quanto pela Polícia Civil.

Conforme dados levantados pela delegada no período de um ano antes da instalação das câmeras, foram registradas 13 ocorrências de roubos a pedestre, roubos a residência e roubos de veículos. Já um ano após a colocação dos equipamentos, foram apenas dois registros, o que representa uma redução de 84,6%. Não na mesma proporção, mas também com redução, aparecem os furtos de veículo ou em veículo: em 2022 foram dez casos e em 2023 houve seis registros, o que representa redução de 40%.

As imagens também são uma ferramenta importante do processo investigatório de crimes. Um exemplo é o homicídio de um homem de 38 anos de idade registrado no dia 22 de janeiro deste ano, na localidade de São Miguel. “Por meio das imagens foi possível identificar o automóvel utilizado e um dos suspeitos, o qual foi preso quatro dias após o crime. O fato tem relação com tráfico de drogas”, pontua a delegada.

O comissário de polícia Ronaldo Chagas, que há vários anos trabalha em Cruzeiro do Sul, reforça as colocações da delegada quanto à redução na criminalidade e o auxílio nas investigações. Contudo, assinala que as imagens são exclusivamente para este fim, não sendo fornecidas para solução de questões cíveis, como, por exemplo, um desacordo gerado por um acidente de trânsito que não teve feridos, ou seja, apenas com danos materiais. AI/JG

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