Russa fica com R$ 3,4 bilhões em ‘divórcio mais caro do mundo’

Sentença, proferida nesta quinta-feira (22) na Inglaterra, ocorre após ela processar o próprio filho, e comprovar que ele ajudou o pai a esconder bens para não entregar a ela o dinheiro


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Tatiana Akhmedova, ex-mulher do magnata Farkhad Akhmedov (Imagem: David Mirzoeff/PA Images via Getty Images)

Tatiana Akhmedova, ex-mulher do magnata Farkhad Akhmedov, deve enfim receber as 453 milhões de libras (cerca de R$ 3,4 bilhões), referentes ao “divórcio mais caro do mundo”, como reportado pelo tabloide The Sun.

A sentença, proferida nesta quinta-feira (22) na Inglaterra, ocorre após ela processar o próprio filho, Temur, de 27 anos, e comprovar que ele ajudou o pai a esconder bens para não entregar a ela o dinheiro. No final de 2016, a justiça britânica já havia concedido a Tatiana 41% da fortuna do ex-marido, equivalente a 453 milhões de libras.

Todavia, a mulher de 48 anos acusou o empresário do ramo petrolífero e o filho de terem implantado uma “estratégia de fuga” para escapar da determinação judicial.

O Tribunal Superior de Londres ouviu que o empresário transferiu um iate, no valor de 340 milhões de libras (cerca de R$ 2,6 bilhões), e uma coleção de arte, no valor de 110 milhões de libras (cerca de R$ 840 milhões), para o nome da empresa e concordou que o filho do casal agiu como “tenente” do pai para criar uma “cortina de fumaça” e esconder os bens.

Os esforços para ajudar o pai contaram com um incentivo de cerca de 70 milhões de libras, que deveriam ir à mãe, depositadas pelo pai na conta do filho. O tribunal reconheceu a origem desse valor e concluiu que Temur deve entregá-lo para Tatiana.

“Ele [Farkhad] gerou uma vingança nascida de suas mentiras, que teve como objetivo destruir não só a mim mesma, mas, infelizmente, tentar criar uma barreira entre mãe e filho”, disse Tatiana ao The Sun. Um porta-voz do filho do casal disse que ele só se envolveu para impedir o conflito entre os pais. “Como milhões de jovens, Temur foi abalado pelo fim do casamento de seus pais”, defendeu.

Na sentença final, em que a justiça condena o ex-senador da Rússia a pagar a ex-mulher, a juíza citou o romance Anna Karenina, do escritor russo Leo Tolstoy: “As famílias felizes são todas iguais, as famílias infelizes são infelizes cada uma à sua maneira.” “Peço desculpas a Tolstoi, mas a família Akhmedov é uma das mais infelizes que já apareceu em meu tribunal”, concluiu.

Fonte: G1

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