Rússia processa Google, Facebook e Twitter por não apagarem conteúdo de protestos

Casos foram abertos após manifestações contra a prisão de Alexei Navalny, crítico do presidente Vladimir Putin, no mês passado


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O presidente russo Vladmir Putin durante reunião em 10 de setembro de 2020. — (Foto: Sputnik/Mikhail Klimentyev/Kremlin via Reuters)

Autoridades russas estão processando cinco plataformas de mídia social por supostamente não deletar publicações que incentivavam crianças a participarem de protestos ilegais, segundo a agência de notícias Interfax citando um tribunal de Moscou nesta terça-feira (9).

Twitter, Google, Facebook cada um têm três processos, com cada violação punível com uma multa de até 4 milhões de rublos (cerca US$ 54 mil ou R$ 314 mil).

Processos também foram movidos contra TikTok e Telegram, diz a reportagem.

Os casos foram abertos após protestos em todo o país contra a prisão de Alexei Navalny, crítico proeminente do presidente Vladimir Putin, no mês passado.

Navalny e seus apoiadores dizem que sua sentença de 30 meses, por supostas violações da liberdade condicional relacionadas a um caso de peculato, foi inventada por motivos políticos, algo que as autoridades negam.

Alexei Navalny: a jornada do opositor de Putin que sobreviveu a envenenamento e enfrenta prisão

O Google se recusou a comentar o relatório da Interfax. Facebook, Twitter, Tiktok e Telegram não responderam imediatamente aos pedidos de comentários da agência Reuters.

Os casos contra Google, Facebook e Twitter serão ouvidos em 2 de abril, informou a agência.

Fonte: G1

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