Saber e não fazer é pior do que não saber

"O mercado paga pelo que você faz, não pelo que você sabe", afirma diretor da Fundação Napoleon Hill e MasterMind RS.


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Foto: Tiago Silva

Todos nós conhecemos pessoas que sabem de tudo. Lembro de um amigo cujo apelido era “google”, em função de um comportamento arrogante, que sempre sabia mais das coisas do que os outros. O problema é que esse amigo “sabe tudo” era o dono dos piores resultados profissionais naquele círculo de convívio. Ele sabia tudo, mas não fazia nada. Todos nós conhecemos pessoas assim. É muita gente se dizendo especialista em algo que não sabe fazer. Surfista teórico, que tem a melhor prancha e não sabe surfar. Jogador que tem a melhor chuteira, o mais ‘reclamão’ e menos habilidoso. Pescador com o melhor molinete, a melhor tese e que não tira um lambari do rio.


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O mesmo acontece no mundo corporativo, quando as pessoas dizem saber tudo e, na prática, não sabem realizar nada. Por isso afirmamos que “saber e não fazer é pior do que não saber”. Na vida profissional, somos avaliados pela nossa capacidade de entrega, não pelo nosso discurso. O problema é que ainda existem alguns empresários e empresas que atuam no modelo antigo, que ainda remunera o funcionário que mais garganteia que sabe, mas entrega resultados medíocres. Quando não fazemos algo porque não sabemos, ainda temos o direito de nos defender. Pior é quando não fazemos aquilo que sabemos. Nestes casos, perdemos o direito de nos “inocentar” pela falta de conhecimento. No Direito existe um período para que as leis entrem em vigor. Chama-se “vacatio legis” e serve para que as pessoas conheçam a lei antes que ela passe a vigorar (ser cobrada).

No mundo corporativo, os resultados nunca mentem. Na vida, os resultados SEMPRE falam a verdade. Se quisermos ver a capacidade de uma pessoa, devemos observar os seus resultados. Vivemos um momento em que as mídias sociais deram voz para todos. Muitos são ótimos naquilo que fazem, mas a esmagadora maioria possui um discurso muito diferente da realidade. É o especialista em finanças que está endividado. É “o cara” da produtividade que não produz nada. É o empreendedor de palco que ensina os outros a empreender e não consegue prosperar em nada.

As redes sociais deixam explícitas incompetências que encontramos, também, no mundo corporativo. Porém, nas empresas, essa incompetência nem sempre é tão escancarada quanto nas redes sociais. Muitos são os profissionais que são bons na teoria e ruins na prática. Muitos são os profissionais que se escondem atrás de um “puxa-saquismo”, atrás de uma falácia, atrás de uma malandragem que maquiam o péssimo profissionalismo. Empresas que conseguem desvendar essas artimanhas destravam sua produtividade, tornando-se mais lucrativas e mais produtivas. E como fazer para não cair nessas armadilhas? Como fazer para revelar os bons profissionais e também os maus profissionais que, por vezes, estão escondidos em nossas empresas?

A resposta está em observar os resultados produzidos. Ter indicadores de desempenho que façam aflorar a produtividade da equipe e de cada indivíduo que nela atua. E se você é desses que se destaca por ter uma fala convincente e um resultado medíocre, recomendo que mude esse jogo. O momento de ter a sua produtividade desmascarada está cada vez mais próximo. Em um mundo cada vez mais competitivo, os resultados serão vigiados cada vez mais de perto. Vamos produzir enquanto ainda há tempo para não chorar o leite derramado logo ali na frente. Forte abraço e até a vitória, sempre.

Gustavo Bozetti (@gustavobozetti), diretor da Fundação Napoleon Hill e MasterMind RS

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