Saiba quais cuidados ter para não cair em golpes durante as compras de Natal

Segundo delegado Márcio Moreno, casos de estelionato quadruplicaram em Lajeado


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Foto: Ilustrativa

Os crimes de estelionato se tornaram cada vez mais comuns na sociedade, especialmente após o início da pandemia, que incentivou a compra por meio de plataformas digitais. Nos últimos dias, casos em Estrela e Lajeado geraram prejuízos superiores a R$ 25 mil. Só em Lajeado, os índices de ocorrências de estelionato mais que quadruplicaram.

No entanto, conforme explica o delegado Márcio Moreno, titular da Polícia Civil de Lajeado, este é um movimento que está acontecendo a nível nacional. “O estelionatário é um dos criminosos mais criativos. Enquanto o golpe está sendo eficiente, ele continua perpetuando, mesmo que muitas vezes altera alguns detalhes em cada caso especializado para ter maior êxito”, afirma.


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Com a proximidade do Natal e o consequente aumento na procura por presentes, a atuação dos golpistas acaba se intensificando. Segundo Moreno, uma das formas mais comuns de conduzir a vítima ao golpe acontece por meio de e-mails falsos. “Se recebeu um e-mail atraente de uma suposta grande rede de lojas, que está ofertando produtos com um preço quase inacreditável, é importante conferir o cabeçalho do e-mail. Copiar aquele endereço e fazer a busca no Google. Se ainda tiver dúvidas, ligue para o 0800 da loja para esclarecer. Este e-mail vai direcionar para uma página falsa desta empresa. Tu vai passar todos teus dados, fazer uma compra irreal e eles ainda vão clonar o cartão de crédito para usar em outras compras”, alerta.

Para evitar os golpes, ao optar pela compra em grandes redes de lojas, o indicado é fazer a aquisição apenas por aplicativos oficiais que podem ser baixados no celular. E, se o cliente for finalizar a aquisição com o cartão de crédito, o delegado orienta que o correto é utilizar o cartão virtual.

Delegado Márcio Moreno, titular da Polícia Civil de Lajeado (Foto: Artur Dullius)

“Acho que hoje quase 100% dos bancos oferece esta modalidade. É só entrar no aplicativo da agência e gerar este cartão, que é válido para uma compra apenas. Então, se houver a infelicidade de cair numa página clonada, ou ser direcionado para uma rede falsa, pelo menos o cartão não vai ser utilizado pelos fraudadores”, relata Moreno.

No entanto, ao comprar em médios e pequenos estabelecimentos, que não possuem aplicativos, ele indica entrar em contato com a loja física antes de finalizar o processo. “Também é bom conferir o CNPJ ou CPF da página, para ver se fecha com a localidade em que ele está dizendo que tem loja ou moradia. Se o cara que está te vendendo falar que a localidade dele é Bento Gonçalves e o CPF dele bate em Goiás, temos que desconfiar. Aqui em Lajeado, a maioria dos estelionatários fornecem dados de São Paulo e Goiás”, explica. Para saber a qual localidade pertence o CPF informado, é preciso verificar o nono dígito. No caso da região Sul, é o número zero.

Por fim, para compras feitas diretamente entre pessoas físicas, o delegado pede 100% de desconfiança. Principalmente se for uma transação de monta, de um veículo, ou algo com alto valor agregado. “No caso dos veículos, normalmente as pessoas acham que por irem num registro e fazerem um reconhecimento de firma, isso garante a licitude do negócio, mas não é verdade. Temos muitos casos em que a transferência é feita no cartório, mas o pagamento é fraudulento”, conclui.

Texto: Artur Dullius
reporter@independente.com.br

 

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