São vários pontos que impendem o retorno das aulas na rede estadual do Vale, afirma coordenadora da 3ª CRE

Falta de EPIs é o principal impedimento. Além disso, 15 municípios da região instituíram decretos para proibir a volta das aulas neste estágio da pandemia.


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Foto: Arquivo / Rádio do Vale

A falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) atrasa o retorno das aulas na rede estadual no Vale do Taquari. “São vários pontos que impendem, neste momento, o retorno presencial”, afirma a coordenadora regional de Educação, Cássia Benini. O governo do estado estabeleceu no calendário de retorno as datas de 21 outubro para a volta do Ensino Médio e Educação Profissional, dia 28 de outubro Anos Finais do Ensino Fundamental, e 12 de novembro os Anos Iniciais do Ensino Fundamental.

“Porém, este retorno deve ser feito respeitando todos os protocolos de portaria conjunta das secretarias de Saúde e Educação”, destaca Cássia. Essa condição inclui protocolos de higiene, distanciamento e a elaboração de planos de contingência.


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Além disso, 15 municípios do Vale têm decretos restritivos, ou seja, proíbem a volta às aulas neste momento em função da pandemia de coronavírus. Na área da 3ª Coordenadoria Regional de Educação (3ª CRE) são 86 escolas estaduais, em 32 municípios.

Conforme Cássia, “nós ainda não recebemos todos os EPIs”, e não há prazo para que todo o material chegue aos colégios do Vale. Os tapetes sanitizantes foram entregues, e ainda está em faze de distribuição os termômetros para medição de temperatura, bem como produtos de limpeza e higiene. A entrega das máscaras ainda não iniciou.

A coordenadora regional de Educação pontua ainda que será necessário contratar servidores terceirizados para suprir a demanda de funcionários em grupos de risco. Eles atuarão nas áreas de higienização e alimentação nas escolas. Este processo deve ser concluído nesta semana.

Volta às aulas é facultativo às famílias (Foto: Ilustrativa)

Cássia diz que a autorização de retorno será dada conforme cada escola, a partir do momento que o material necessário chegue. Ela explica que, a partir deste momento, o ensino será híbrido. Isso quer dizer que a aula será presencial para os alunos que quiserem retornar, e remota para aqueles em que os pais não autorizarem. As atividades também serão remotas para os municípios que vedarem o retorno das ações presenciais nos educandários.

Segundo levantamento da 3ª CRE, cerca de 20% dos alunos do Enino Médio e Técnico devem voltar (1,1 mil estudantes), e no Ensino Fundamental a estimativa de retorno é de 27% (1,5 mil alunos).

As aulas serão em turnos de 3h, uma a menos do que em tempos normais. As atividades serão intercaladas, ou seja, as turmas serão divididas em grupos e cada uma terá aula em uma semana. Serão, no máximo, quatro dias de aula por semana.

A previsão é que o calendário seja concluído até 18 de janeiro, e não haverá recesso nas semanas de Natal e Ano-novo.

Municípios com decretos restritivos

  • Anta Gorda
  • Canudos do Vale
  • Colinas
  • Coqueiro Baixo
  • Doutor Ricardo
  • Imigrante
  • Nova Bréscia
  • Paverama
  • Progresso
  • Putinga
  • Sério
  • Tabaí
  • Taquari
  • Travesseiro
  • Westfália

1 comentário

  1. Este Desgoverno é simplesmente, jogo de braço. Desnecessário neste período do ano, convocar retorno às aulas. Termino em 18 de janeiro! Qual motivo? Trabalhamos todos os dias, ( muito além de nossas cargas horárias) e os alunos tinham muitas tarefas e atividades para realizarem seus estudos e tinham atendimento para esclarecimentos. Direções trabalham todos dias preenchendo formulários , reuniões e cursos online, atendimento de pais, alunos e de prof.. Soma -se a isso colegas e familiares contaminados, muitos foram a óbito e a pressão e pressa deste governo desumano.

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