“Se alguém quiser modificar o hino, é o povo”, diz deputado autor do projeto de lei para proteger os símbolos do RS

Com aprovação do PL de Luiz Marenco (PDT), alterações só serão permitidas mediante referendo.


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Foto: Arquivo Pessoal / Reprodução

No dia 3 de fevereiro, o deputado estadual Luiz Marenco (PDT) protocolou o projeto de lei (PL) na Assembleia Legislativa visando proteger os símbolos do RS. A medida, segundo Marenco, é transformar em lei para resguardar não só o hino, mas também os símbolos oficiais do estado, como a bandeira do estado e o brasão de armas.


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Para o deputado, a polêmica durante a posse de vereadores em Porto Alegre foi uma interpretação ilegítima do hino. Sobre a estrofe de quatro versos que foi considerada racista, o Marrenco ressalta que se trata de uma menção ao povo e não tem relação à questão racial. “Não estamos falando de branco, negro ou pardo”, frisa. O representante explica que na época prevalecia o governo imperial. “ O povo teve o brio de se contrapor a essa ideia e provocou a Revolução Farroupilha pelos momentos impostos”. Historicamente, o hino do Rio Grande do Sul sofreu apenas uma alteração, em 1966, onde  foi retirada uma estrofe.

O parlamentar esclarece que com a aprovação do projeto de lei, o hino e símbolos só poderão ser alterados mediante referendo, como se fosse um plebiscito. “Se alguém quiser modificar o hino, é o povo”, declara. Segundo ele, a proposta vai começar a tramitar na Assembleia Legislativa no dia 23 de fevereiro.

O congressista revela que na sua rede social, 95% dos internautas aprovam a iniciativa. Marenco expõe seu respeito pela opinião do próximo. “O diálogo precisa existir”, cita.

Ao final da entrevista, Marenco falou sobre o desafio de atuar como parlamentar “É muito diferente daquilo que eu imaginava”, revela. Segundo ele, o maior desafio é conhecer o regimento interno. O deputado Luiz Marenco assumiu como segundo vice-presidente da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa da 55º Legislatura, que tem como presidente Gabriel Souza (MDB).

Hino do Rio Grande do Sul
Letra: Francisco Pinto da Fontoura
Composição: Joaquim José Mendanha

Como a aurora precursora
Do farol da divindade
Foi o 20 de Setembro
O precursor da liberdade

Mostremos valor, constância
Nesta ímpia e injusta guerra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda Terra

De modelo a toda Terra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda Terra

Mas não basta, pra ser livre
Ser forte, aguerrido e bravo
Povo que não tem virtude
Acaba por ser escravo*

Mostremos valor, constância
Nesta ímpia e injusta guerra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda Terra

De modelo a toda Terra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda Terra

* A frase grifada é considerada racista pela bancada negra.

Texto: Jonas de Siqueira
web@independente.com.br

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