Se dependesse somente dela, Região de Lajeado poderia ir para a bandeira vermelha e retomar aulas, analisa Marcelo Caumo

Prefeito explica que cláusula de salvaguarda, que não existia no ano passado, vincula desempenho das regiões ao indicador do RS


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Foto: Tiago Silva

O prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, analisou a possibilidade de retorno das aulas presenciais no Estado em entrevista ao Troca de Ideias desta sexta-feira (16). O gestor municipal é favorável às atividades presenciais nas escolas. Conforme ele, mesmo que o Governo do Estado queira flexibilizar, está impedido por uma decisão liminar na Justiça que bloqueia o retorno em bandeira preta no Modelo de Distanciamento Controlado do RS.


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A magistrada de Primeiro Grau, em Porto Alegre, concedeu a decisão provisória ainda no final de fevereiro em função do alto número de casos de coronavírus há época. O Piratini recorreu, alegando melhora no quadro de contágio, e aguarda uma manifestação do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o prefeito de Lajeado, a região do Vale do Taquari, se dependesse somente dela, poderia ir para a bandeira vermelha, com menor risco e, nessa condição, poderia retornar com as aulas presenciais. Porém, há um componente estatístico que impede isso, e é referente ao estado do Rio Grande do Sul como um todo, e independente de Lajeado.

“Pela nota do Modelo de Distanciamento, estamos há três semanas com notas de bandeira vermelha”, afirma Caumo. Porém, a região ficou na preta em função da chamada cláusula de salvaguarda, que não existia no ano passado. Essa cláusula leva em consideração o número de vagas de UTI disponíveis no sistema hospitalar, dividas pelos pacientes internados nestes leitos. Para que o RS fique em bandeira vermelha, é preciso que o indicador fique acima de 0,35. No entanto, na última rodagem, ficou em 0,16.

Marcelo Caumo explica que, atualmente, não é possível para a região chegar a esse delimitador por causa dessa cláusula. Com ela em vigor, o prefeito estima que a região vai ficar em bandeira preta por pelo menos mais duas ou três semanas.

O chefe do Executivo detalha que prefeitos e entidades representativas se movimentam para sensibilizar o Governo do Estado para que ele reveja o critério, possibilite a flexibilização e, por conseguinte, torne possível o retorno das aulas.

1 comentário

  1. Se dependesse dele todo mundo estaria sem máscara assim como ele fez na visita do véio da Havan e o vírus teria matado mais gente com quer o genocida de direita. Essa direita fede a corrupção.

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