“Se querem deixar a economia aberta, que se invista nos hospitais”, afirma presidente de sindicato de casas de saúde do Vale

“A situação está tão grave que estamos na linha do colapso”, afirma Fernando da Gama.


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Foto: Divulgação / Ilustrativa

“A situação está tão grave que estamos na linha do colapso”, afirmou o presidente do Sindicato dos Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos do Vale do Taquari, Fernando da Gama. Em entrevista ao programa Troca de Ideias nesta quarta-feira (24), ele argumentou que “se a gente começar a ultrapassar muito essa linha, as pessoas vão morrer porque não vai haver equipamentos e capacidade de atendimento”.


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Conforme o gestor, a situação da pandemia de coronavírus exige compreensão e comprometimento da comunidade. O aumento de casos é consequência de um relaxamento nas medidas de distanciamento social e higiene sanitária, opina. “Os hospitais estão fazendo de tudo. Nesse momento, o Hospital Bruno Born (HBB) está solicitando aos colegas administradores de hospitais respiradores para poder ajudar”, conta.

Para Gama, “não é o comércio que é o culpado, mas o comércio aberto faz com que as pessoas circulem”. “O distanciamento é necessário para que se possa reduzir a situação do contágio. Quanto menos circulação, melhor”, destaca. “Se querem deixar a economia aberta, que se invista nos hospitais, coloquem infraestrutura, coloquem equipamentos e profissionais, senão não adianta nada”, alerta.

O gestor hospitalar diz que a Covid-19 “é uma doença muito complicada”. “De repente tu evolui rapidamente para ruim, às vezes tu fica estável e, de repetente, acontece alguma coisa e a pessoa falece. É uma loteria. Por mais que tenha cuidado, medicação e tudo que é possível ser feito, é uma coisa muito difícil e complicada”, observa.

Saiba mais

O Vale do Taquari conta com 20 casas de saúde no total. Dessas, possuem leitos de UTI Lajeado, Estrela, Encantado e Taquari. Os demais são de pequeno porte.

Texto: Tiago Silva
web@independente.com.br

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