Secretário de Obras em exercício, Círio Schneider, recomenda economia de água em Lajeado: “Estamos implorando para a população”

Duas propriedades rurais em situação de desabastecimento já recorreram à prefeitura para receber água. Administração já recebeu dois pedidos de auxílio a produtores


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Foto: Luís Fernando Wagner

A crise hídrica que assola todo o país e ganha contornos ainda mais dramáticos no Rio Grande do Sul, estado que tem a agrícola como um dos seus principais pilares econômicos, já fez diversas prefeituras decretarem situação de emergência em função da estiagem. Foi o que levou a administração municipal de Lajeado a apelar para que moradores da cidade procurem consumir água de maneira racional, a fim de evitar um possível desabastecimento.

Conforme o secretário de Obras e Serviços Públicos (Seosp) em exercício, Círio Schneider, por enquanto, a situação está sob controle no município, cenário que pode mudar caso a estiagem persista. “Fizemos muitos investimentos na captação e distribuição de água, com abertura de poços e instalação de reservatórios em diversas partes do município onde o fornecimento de água está sob nossa responsabilidade. Isso, sem dúvida, foi determinante para que hoje possamos estar mais seguros com relação ao abastecimento de água. Mas se os moradores não entenderem nosso apelo para que economizem, usando a água de forma racional, poderemos sim, se a estiagem continuar, termos falta de água em Lajeado. Estamos implorando para a população”, afirma Schneider.

De acordo com o secretário em exercício, a prefeitura já atendeu a dois pedidos de auxílio por parte de agricultores afetados pela falta de chuva. “Estamos ajudando dois produtores de suínos, que ao todo têm 1,7 mil cabeças. Tivemos que fazer ligação de água potável para propriedades e levando água em caminhões pipa para poderem se manter. Devem, nos próximos dias, chegar mais pedidos de ligação de água, daqueles que tem vertente própria, mas que estão secando”, explica.

Por outro lado, Círio Schneider não descarta a possibilidade de, no futuro, o município decretar situação de emergência. “Por enquanto, não trabalhamos com esta possibilidade. Mas, se no futuro, mais propriedades ficarem sem água e o município não tiver condições de suprir a demanda, teremos que decretar situação de emergência”, pondera.

O município de Lajeado é abastecido basicamente de quatro formas: pela rede da Corsan (que capta água do Rio Taquari ou de poços e distribui em sua rede de atendimento, seja de residências ou empresas), a rede municipal (que retira água de 12 poços artesianos e distribui para 3.852 pontos), as chamadas sociedades de água (que retiram a água de poços artesianos e distribuem para pontos particulares) e os poços individuais.

Segundo informações repassadas pela Corsan à Prefeitura na última semana de dezembro, não há, em princípio, risco imediato de falta de água na sua rede porque, em Lajeado, o nível do Taquari está normal, então a captação de água não sofreu alterações. Ainda assim, as orientações para o consumo consciente da água também são válidas para quem usa esta água, já que a situação de estiagem atinge toda a região.

Recomendações da prefeitura

Onde usar água

– Consumo pessoal e de animais
– Alimentação humana e animal
– Higiene
– Uso doméstico

Onde não usar água

– Lavar pátio
– Lavar carro
– Banho demorado
– Trocar água da piscina
– Varrer calçada
– Molhar a grama
– Plantações
– Em torneira aberta sem uso

1 comentário

  1. Caro secretário “substituto”: vamos começar a fiscalizar as tias que lavam calçada de mangueira! Ou certos clubes fechados de Lajeado que dispõem de piscina para seus sócios. Só por aí a gente faz uma baita economia. Multa! Multa! Multa!

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