Secretários de Agricultura do Vale querem auxiliar produtores rurais com dividas do Pronaf

Possibilidades levantadas foram a anistia de 50% a 70% da divida ou de postergar o pagamento para o último ano e sem juros


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Reunião ocorreu em Encantado (Foto: Caroline Silva)

Na tarde desta segunda-feira (24) aconteceu a reunião mensal da Associação dos Secretários da Agricultura dos Municípios do Vale do Taquari (Asmvat) – vinculada à Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat) -, em Encantado. As pautas principais foram estiagem e falta de energia elétrica que afetam o interior dos municípios.

Como forma de auxiliar os produtores a quitar dividas relacionadas ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e a custeios, os secretários definiram que enviarão duas possibilidades para avaliação da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs).

Uma das possibilidades é de anistia de 50% a 70% da divida ou o pagamento para o último ano e sem juros. Conforme o presidente da Asmvat e secretário de Agricultura de Estrela, Douglas Sulzbach, os agricultores já tiveram muitas perdas com a estiagem. “É uma das formas que enxergamos de poder ajudar nossos produtores rurais”, comenta.

Ainda falando da seca que atinge todo o Estado, Sulzbach diz que observaram que deve haver uma especie de reservação da água da chuva. “No ano passado tivemos chuvas dentro da normalidade, apesar da estiagem, mas percebemos que temos problemas na reservação da água. A gente vai levar essa pauta para os produtores para que de alguma forma seja feito essa reservação”, conta.

Os titulares das pastas de Agricultura também foram orientados pelo presidente a realizarem um levantamento de seus principais problemas em relação a falta de energia. Ele diz que o material será apresentado na segunda reunião que haverá no dia 21 de fevereiro, no Ministério Público do RS, com a RGE. “A ideia é os municípios fazerem um breve levantamento de postes que precisam de manutenção, podas, transposição de algumas redes que estão em locais de difícil acesso, para que a gente tenha esse laudo em mãos”, explica.

Texto: Caroline Silva
jornalismo@independente.com.br

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