Segue impasse na distribuição de vale-transporte para alunos da Capitão Felipe Dieter, em Lajeado

Prefeito Marcelo Caumo convocou um novo encontro, em que promete uma resposta definitiva.


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Membros do Executivo, do Legislativo e da comunidade participaram do encontro. (Fotos: Natalia Ribeiro)

Continua sem definição a entrega de vale-transporte para 68 alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Capitão Felipe Dieter, no Bairro Igrejinha. Os estudantes dependem do incentivo da Administração para se dirigirem ao colégio. Um encontro foi realizado na tarde desta quinta-feira (06), no Gabinete do Prefeito, quando os pais apresentaram a demanda a Marcelo Caumo. Uma nova reunião vai ocorrer na próxima segunda-feira (10), a partir das 11h, na prefeitura.

Um parecer definitivo sobre o caso deve ser anunciado na próxima semana. “Vamos pensar nos requisitos para construir um programa de transporte. É por isso que pedimos mais tempo aos pais, para que possamos projetar como essa concessão poderá interferir na realidade de todos estudantes da rede municipal”, explica Caumo.

Desde o início do ano letivo, em fevereiro de 2017, o auxílio-transporte foi retirado dos alunos que residem a menos de 3 quilômetros da escola e que não se enquadram no Cadastro Único (CadÚnico), da Assistência Social. Com isso, cerca de 100 crianças de pelo menos dez colégios perderam o benefício.

Presidente do CPM da escola, Waldemir Becker expõe problema ao prefeito de Lajeado.

Alegando difícil acesso, pais de alunos do colégio, com apoio da direção, procuraram a administração. Uma reunião ocorreu na última segunda-feira (03), sem a presença do prefeito. Na ocasião foi decidido que as crianças não seriam encaminhadas à escola enquanto a situação não fosse resolvida. Depois do empasse, eles conseguiram uma reunião com Caumo. “Pelo menos agora temos uma luz no fim do túnel. Sabemos que eles estão se empenhando e olhando para o nosso caso”, relata o presidente do Conselho de Pais e Mestres (CPM), Waldemir Becker.

O Executivo também considera o educandário um ponto de difícil acesso, visto que concede um benefício diferenciado aos professores. Nesse grupo também estão as escolas Francisco Oscar Karnal, do Santo Antônio, e Lauro Mathias Müller, do Planalto. Hoje esse critério não é levado em conta para a destinação de auxílio-transporte aos alunos.

A demanda especial será avaliada pela prefeitura. A liberação de um ônibus escolar, que está em desuso, também é uma alternativa. “Verificaremos a possibilidade de liberação, pelo Inmetro, de um escolar que está parado após uma reforma na plataforma – o que o impede de circular”, garante a secretária de Educação, Vera Lúcia Plein. A responsável acredita que o critério a ser adotado se estenda a todos estudantes do município.

Conforme dados da secretaria, no último ano foram investidos R$ 500 mil em transporte escolar. A escola do Bairro Igrejinha tem 103 alunos, sendo que 68 recebiam o benefício, o que representa 72% do quadro de estudantes.

Vereador apresenta proposta

Durante a reunião, o presidente da Câmara de Vereadores, Waldir Blau (PMDB), apresentou um projeto a fim de resolver o impasse. “Conversei com o prefeito e com a secretária acerca de alterações ao texto, para que seja aplicado como lei”, conta. A proposta reduz a distância de 3 quilômetros para 1,5 quilômetro, além de liberar o benefício para os estudantes que comprovarem ponto de difícil acesso. NR

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