Segundo comandante dos Bombeiros Imicol, aproximação de animais silvestres pode ser comum em época de estiagem

Veado invadiu residência do Centro de Imigrante na manhã desta segunda-feira (3)


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Resgate durou cerca de duas horas e foi feito por três bombeiros voluntários (Foto: Arquivo pessoal)

O resgate de um veado numa residência da área central de Imigrante chamou a atenção da população local na manhã desta segunda-feira (3). O animal de aproximadamente 60 centímetros de altura invadiu a garagem do imóvel depois de ser seguido por outros cachorros e surpreendeu ao casal de moradores.


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Diante da situação, o Corpo de Bombeiros Voluntários de Imigrante e Colinas (Imicol) foi acionado para realizar o resgate. Conforme explica a comandante, Caroline Hauschild, esta foi a primeira vez que uma corporação da região atendeu a uma ocorrência como esta. Até então, apenas haviam sido resgatados veados após atropelamentos.

“A população já tinha avistado dois animais desta espécie na última sexta-feira, em um local onde passa o arroio da seca. Nos informaram que um veado teria sido abatido lá e o outro foi sendo ‘empurrado’ por carros e cachorros até chegar ao Centro da cidade. Lá ele acabou sendo encurralado em uma rua que não tinha mais saída, aí a única opção era correr para dentro das casas”, relata.

Animal de aproximadamente 60 centímetros de altura invadiu a garagem do imóvel (Foto: Divulgação/Imicol)

O resgate durou cerca de duas horas e foi feito por três bombeiros voluntários. Para situações como esta, de uma ‘visita inesperada’, Caroline destaca que o importante é manter a calma e chamar algum órgão que tenha conhecimento para manusear com o animal.

“A gente tentou não fazer o uso de materiais para não assustar ainda mais e para que o animal não se ferisse. Temos o cambão e a rede, mas isso ia acabar deixando o veado mais desconfortável. Tentamos uma aproximação, para que não saísse correndo e fosse atropelado, ou voltasse para a cidade”, detalha a comandante.

Caroline Hauschild, à direita na foto, é a comandante do Imicol (Foto: Arquivo pessoal)

Ela lembra ainda que situações como esta podem se tornar mais comuns nas áreas urbanas em épocas de estiagem. Com a falta de água em arroios, os animais acabam transitando para outras regiões. No entanto, Caroline pede para que a população não faça o abate das espécies. “Assim que soltamos, imediatamente ele foi em direção ao córrego. Ou seja, o animal estava atrás de água. Infelizmente, o pessoal tentou caçar e e o veado foi parar dentro da cidade”, lamenta.

A suspeita é que o animal resgatado trata-se de uma fêmea, a qual aparentava estar prenha. De acordo com a comandante, ela apresentava algumas lesões no focinho, mas nenhum ferimento grave que a impedisse de ser devolvida ao habitat natural. “O primeiro cuidado foi que a gente levasse ela o mais distante possível da população, em uma área de super difícil acesso. Entramos quase um quilômetro mato a dentro para soltar ela e evitar que as pessoas tivessem o risco de pegá-la”, diz.

Texto: Artur Dullius
reporter@independente.com.br

 

 

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