Segundo delegado, homem que matou menina em Lajeado não chegou a ir no mercado com a vítima

Hipótese foi descartada durante as investigações, após a análise de imagens


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Delegado Humberto Messa Röehrig (Foto: Artur Dullius)

A Polícia Civil concluiu, nesta segunda-feira (13), o inquérito que investiga a morte da menina Ágatha Rodrigues do Santos (5). Ela foi jogada nas águas do Rio Taquari, em Lajeado, depois de ser violentada sexualmente. O autor, um homem de 35 anos, está preso desde a data do crime, dia 4 de setembro.

Conforme o delegado Humberto Messa Röehrig, responsável pelo caso, as investigações mostraram que o indiciado não foi ao supermercado com a criança, apenas acessou o pátio do estabelecimento comercial. “O autor do fato conversou com a mãe e a menina sobre o pretexto de ir ao mercado, mas as imagens e as provas testemunhais demostraram que em nenhum momento ele entrou no estabelecimento. Ele saiu da casa da vítima e se dirigiu diretamente ao local do fato”, disse.


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O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) atestou também que Ágatha foi jogada na água ainda com vida. As análises periciais comprovaram que a menina foi violentada sexualmente e, em seguida, morreu por asfixia decorrente do afogamento. O suspeito, que costumava frequentar a casa da família, irá responder pelos crimes de estupro de vulnerável e homicídio qualificado.

Segundo o delegado, no caso do estupro de vulnerável a pena varia de 8 a 15 anos, e o crime de homicídio qualificado prevê 12 a 15 anos de reclusão. “A Polícia Civil identificou quatro qualificadoras, sendo elas: o feminicídio, pela condição de mulher, o recurso que impossibilitou a defesa da vítima, o meio cruel (asfixia) e o fato do homicídio ter sido praticado para ocultar o crime anterior, de violência sexual”, afirma.

Röehrig lembra ainda que a mãe da menina também irá responder pelo caso. “A mãe tinha conhecimento da inidoneidade do autor do fato, então ela vai responder por isso, por entregar uma pessoa menor de idade para ele. É um crime de menor potencial ofensivo, com pena máxima de dois anos”, explica.

O homem investigado pela morte de Ágatha, que não se pronunciou durante as investigações, foi inicialmente recolhido ao Presídio Estadual de Lajeado. Na quarta-feira (8), por questões de segurança, ele foi transferido ao Presídio de Sobradinho, no Vale do Rio Pardo. “Já é uma prática até comum dentro dos estabelecimentos prisionais, estas transferências, para melhor manter a ordem dentro dos presídios”, esclarece o delegado.

Texto: Artur Dullius
reporter@independente.com.br

3 Comentários

  1. Vergonha a mãe responder por um crime de pena Max dois anos antes não respondesse nada então.. o que está mal contado e essa historinha de amizade deles .. Será q.nao era um relacionamento ?? Mal contado isso aí vai saber os motivos reais desta história .. deveriam investigar mais na minha opinião ..

    • Também acho que a mãe deve ser investigada e responsabilizada. Mesmo que ele era “conhecido” da família, quem nos dias de hoje deixa uma criança sair com um homem assim? e pelo que já li ela tinha conhecimento dos antecedentes dele. Cada vez mais aumentam os casos de abusos em crianças, mais de 90% dos abusos são em meninas e por pessoas da família ou próximas! Um absurdo!

  2. Meu deus Será q o delegado não vai investigar mais sobre o caso .. tem certeza q a mãe não possa estar envolvida nesta atrocidade pela gravidade dos fatos deveriam averiguar tudo telefone e vizinhos .. pois o cara não se pronunciou em nada .. e como estamos vendo nos noticiários mães matando seus filhos ou participando de alguma forma deveria ter sim mais investigação a respeito da mãe para q não haja dúvida sequer no comportamento dela ..

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