Segundo deputado Pepe Vargas, audiência irá discutir políticas públicas para o tratamento do pós-covid

Atividades serão realizadas em, ao menos, sete cidades do RS


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Audiência ocorre na Câmara de Vereadores de Lajeado, nesta quinta-feira (23) (Foto: Arquivo Rádio Independente)

Uma audiência pública será realizada nesta quinta-feira (23), a partir das 14h, na Câmara de Vereadores de Lajeado. A atividade é organizada por uma Frente Parlamentar liderada pelo deputado federal Pepe Vargas (PT) e irá debater políticas públicas para pessoas que foram acometidas pela covid-19.

De acordo com o deputado federal, depois de passarem pelo quadro agudo da doença, algumas pessoas ficam com sequelas graves e outras possuem os chamados sintomas persistentes. Algumas pesquisas, inclusive, já chamam isto de covid longa.


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“São pessoas que depois de três ou quatro semanas curam do quadro agudo mas permanecem com os sintomas as vezes mais do que 12 semanas. Ou seja, três meses depois elas ainda possuem os mais diversos sintomas. Ainda existe um certo desconhecimento por parte das equipes de saúde e a ausência de protocolos no sistema para a identificação, o encaminhamento e o correto tratamento destes pacientes”, explica.

Os encontros serão realizados em diferentes cidades consideradas polos nas macrorregiões do Estado. A primeira audiência ocorreu na Região Metropolitana. A segunda esta marcada para esta quarta-feira (22), em Santa Maria. Depois de Lajeado, ainda acontecem atividades similares em Pelotas, Santa Rosa, Bagé e Caxias do Sul. A proposta é que sejam ouvidas lideranças políticas e ligadas a área da saúde, buscando contribuir para o enfrentamento imediato, de médio e de longo prazo, dos efeitos causados pela doença.

Deputado federal Pepe Vargas, do PT (Foto: Divulgação)

“É uma coisa ainda razoavelmente desconhecida. Muitas pessoas não sabem que mesmo não sendo uma sequela grave, temos algumas que estão com problemas respiratórios. Tivemos casos de pacientes que ficaram muito tempo na UTI e passaram a ter problemas neuromusculares. Existem sintomas mais sutis também, como fadiga. Então existe um conjunto de serviços de saúde que precisam ser organizados. É importante que as equipes nas unidades estejam treinadas e capacitadas para a identificação e o encaminhamento correto”, pontua Vargas.

A frente parlamentar foi constituída a partir da aproximação com o Comitê Estadual em Defesa das Vítimas da covid-19, que reúne entidades como o Conselho Estadual de Saúde e a Associação de Vítimas e Familiares de Vítimas da covid-19. “O objetivo é identificar no território gaúcho onde que eventualmente existam políticas públicas já constituídas para o atendimento destas pessoas e depois levar isto ao Governo do Estado com o objetivo de construirmos estas iniciativas”, conclui.

Texto: Artur Dullius
reporter@independente.com.br

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